ROTEIRO BÁSICO EM MANCHESTER


Eu e o Mike visitamos Manchester semana passada. Terceira maior cidade da Inglaterra - atrás apenas de Londres e Birmingham - Manchester é muito conhecida pelos brasileiros por causa do futebol. A cidade é sede de dois dos mais famosos times de futebol do país:  o Manchester United e o Manchester City. 

Mas, historicamente, a importância da cidade é de outra natureza: Manchester foi palco central da Revolução Industrial na Inglaterra. A cidade, localizada no noroeste do país, cresceu muito durante o reinado da rainha Victoria (1837-1901), quando conheceu um espetacular desenvolvimento da sua indústria têxtil. Nessa época houve um enorme boom de migrantes; pessoas de várias partes do país e também da Escócia e Irlanda chegaram à Manchester atraídos pelas oportunidades de trabalho. 

Até hoje Manchester é um caldeirão cultural - além do enorme número de imigrantes, há milhares de estudantes estrangeiros. Para você ter uma idéia, são 153 línguas faladas na cidade! Por causa dessa diversidade cultural, um estudo classificou Manchester como uma  das cidades mais exóticas e interessantes do mundo. 

Eu e o Mike começamos nosso passeio pela cidade visitando Lowry  espetacular complexo de cultura e lazer, com galerias de arte, museus, pubs e restaurantes,  que tem uma arquitetura arrojada e moderna. 


O Centro Cultural Lowry:  arquitetura arrojada e espaço cultural com galerias de arte,  cinemas e teatro 
O centro Cultural Lowry por dentro

O espaço foi batizado em homenagem a L.S. Lowry, o mais importante artista plástico nascido na cidade. Lowry produziu algumas das mais significantes telas sobre a paisagem urbana da Inglaterra na primeira metade do século XX, retratando o dia-a-dia dos operários que trabalhavam nas fábricas na região. O visitante pode ver 400 obras de Lowry na galeria no segundo andar do prédio do centro cultural. Eu recomendo muito a visita a esse sensacional espaço cultural - 

Do centro cultural, caminhamos pelos canais construídos no século XVIII e usados para facilitar a entrada de carvão na região; eles dão à cidade um certo charme veneziano.

Atravessando os históricos canais de Manchester

Chegamos então, ao centro da cidade, onde a maioria dos prédios datam da época Vitoriana. 
Albert Square,  no centro de Manchester
Assim como em Liverpool (cidade onde eu moro), o estilo de muitos prédios públicos e comerciais construídos nessa época é o neoclássico, com suas grandiosas colunas e materiais nobres (mármore e granito) e seguindo o modelo dos templos greco-romanos e das construções do renascimento italiano. A idéia era ostentar a riqueza e o desenvolvimento da cidade através da arquitetura de prédios, como o da Biblioteca Central e o da Prefeitura.

Imponência arquitetônica da Prefeitura de Manchester
Colunas neoclássicas na Biblioteca central, no centro de Manchester
Por fim, visitamos o Manchester Art Gallery, que tem excelente acervo de obras de artistas plásticos do século XII, XIII, XIX e modernos. 

Manchester é uma cidade vale a visita por muitas outras razões: foi celeiro de inúmeras bandas de rock como Oasis, Morrisey, entre tantas outras. Vale lembrar também que nos anos 80, a cidade esteve novamente no centro das atençōes quando os trabalhadores e sindicatos da região foram foco de resistência contra a mão de ferro liberal da primeira-ministra Margaret Thatcher. 


Prédios modernos também fazem parte da arquitetura da cidade
Manchester, assim como Londres e Liverpool, também tem sua roda-gigante
Por fim, se você tiver tempo, Manchester abriga ainda museus temáticos muito interessantes, como o  Museum of Science & Industry.  E, para quem não dispensa uma tarde de consumo, a dica final é se esbaldar no Trafford Centre, segundo maior shopping do Reino Unido. 




VIAGEM AO PAÍS DE GALES 2


Na nossa viagem ao País de Gales decidimos nos hospedar em um local especial, repleto de história; a idéia era entrar no clima da riqueza cultural do país. Escolhemos, então, essa belíssima mansão histórica da foto acima, chamada de Plas Dinas - localizada pertinho do vilarejo de Caernarfon, no norte do país. 

A mansão, que pertenceu à família de Lord Snowdon, cunhado da rainha Elizabeth, foi transformada em um pequeno e exclusivo hotel, com apenas 10 quartos. 
Da esquerda, em sentido horário, detalhes da linda mansão histórica em que ficamos hospedados :
gramofone, foto do casamento da princesa Margaret e o nosso quarto
O serviço é cinco estrelas, e há muitas referências à realeza pela casa - como fotografias da princesa Margaret (irmã da rainha) e de Lord Snowdon, que quando recém casados passaram muitas temporadas na mansão. 


Essa mansão-hotel fica perto de uma região conhecida como Snowdonia - cujo nome vem da montanha mais alta do país, a Snowdon (1.085 metros). 
Brincando na neve - em Snowdonia !
Vale o passeio no trenzinho, que leva até ao pico os visitantes que desejarem apreciar melhor a vista (mas atenção: o trem não está funcionando no momento por causa do rigor do inverno; o passeio recomeça a partir de 20 de março). Dá para ver pela foto acima que no momento só tem snow (neve) mesmo em Snowdonia kkkk !

Como mostrei aqui, no norte do País de Gales há alguns dos mais lindos castelos medievais do Reino Unido. Mas, além deles, há algumas outras surpresas deliciosas na região. A maior delas foi me deparar com uma vila italiana !!!


E eis que surge uma vila italiana no norte do País de Gales !
O vilarejo de Portmeirion foi concebido e construído por um arquiteto inglês que adorava a ambiente de cidadezinhas litorâneas italianas. Esse arquiteto - Clough Williams-Ellis - comprou um terreno gigantesco na década de 20 e, ao longo de 50 anos, foi construindo prédios, jardins e trazendo para o vilarejo monumentos que imitam a arquitetura, as cores e o charme da Itália.


Cores e charme italiano no meio do País de Gales !
É uma idéia meio kitsch, é claro, mas não deixa se ser uma homenagem à Itália. O fato é que Portmeirion virou ponto turístico no País de Gales - fica repleto de visitantes no verão !!


Homenagem à Itália no norte do Páis de Gales
Leia também:

Viagem ao País de Gales - parte 1

VIAGEM AO PAÍS DE GALES PARTE 1




Visitei recentemente o País de Gales - que acredito não ser muito badalado entre brasileiros. Mas trata-se de um passeio espetacular, que recomendo muuuuito ! Localizado a oeste da Inglaterra, o País de Gales (Wales, em inglês) tem paisagens deslumbrantes, um povo muito acolhedor e, principalmente,  uma patrimônio cultural riquíssimo. Você sabia que a nação é conhecida como a "terra dos castelos"? Há 641 no país ! Esse da foto aí de cima é o Chirk Castle - construído em 1295 ! 



Saímos de Liverpool (norte da Inglaterra, onde moramos) e em menos de 40 minutos de carro atravessamos a fronteira entre a Inglaterra e País de Gales (como o País de Gales faz parte do Reino Unido, não existe posto de imigração). Como você pode notar  na imagem da placa de boas vindas aí do lado, além do inglês os habitantes falam o galês - línguazinha complicada... Todos as placas, sinais de trânsito e turísticos, cardápios em restaurantes etc apresentam as duas línguas. 


Adoro viagens de carro - e dessa vez não foi diferente. Foi genial poder observar a linda paisagem do norte do país. Olhe só a foto que tirei  -   carneirinhos pastando e ao fundo o lindo mar da Irlanda. Não parece um sonho?


Mar da Irlanda ao fundo e a paisagem bucólica do norte do País de Gales

Mas como o País de Gales é pequeno (apenas 270 quilômetros de norte a sul e 100 quilômetros de leste a oeste !), alguns quilômetros depois a paisagem já é totalmente diferente: montanhas e picos cobertos de neve substituem a praia e o mar. 


Logo a paisagem muda : montanhas com neve !

A ardósia dessas montanhas já foi muito importante para a economia do País de Gales. Nas pedreiras trabalhavam milhares de homens no século XIX, quando o País de Gales exportava ardósia para o mundo inteiro.

Hoje ainda dá para observar que algumas pedreiras continuam em funcionamento. E para quem tem coragem, que tal atravessar uma pedreira desativada de maneira pra lá de radical? Muitos turistas enfrentam a tirolesa por cima de pedreiras desativadas - num vôo que se estende por cerca de 150 metros de altura e chega a uma velocidade de 160 quilômetros por hora ! A experiência completa dura entre 2 e 3 horas e quem participa garante que é espetacular ! 


Do alto, em sentido horário: pedreira em funcionamento na semana passada;
close na ardósia que foi tão importante para a economia do país
 e um turista corajoso voando por cima das pedreiras desativadas!

É claro que eu não andei de tirolesa, né?, eu lá tenho coragem para esse tipo de coisa? Não voei por cima das pedreiras, mas me esbaldei de outra maneira : como expliquei anteriormente, o País de Gales é a "terra dos castelos"; há 641 no país !!!! Oba !!! Adoro um castelo !


Conwy Castle, no norte do País de Gales, está em excelente estado de conservação
O primeiro que visitamos foi o Conwy Castle, construído pelo rei Edward I entre1283 e 1287.  Ou seja: durou cinco anos para ficar pronto e cerca de 1.500 homens trabalharam na sua construção. O monarca foi responsável, na verdade, pela construção de outras dezenas de castelos na região, que funcionavam como fortalezas, assegurando o domínio inglês na região. Vale lembrar que foi no reinado de Edward I que a Inglaterra conquistou e anexou o País de Gales.

O castelo está em excelente estado de conservação para uma construção do século XVIII. Ao visitar as altas torres de pedra entendemos como elas funcionavam como postos de observação à distância e proteção contra o inimigo. 


Visitando o Conwy Castle, construído há mais de 800 anos
Para se prevenir ainda mais de ataques, existe uma muralha ao redor de todo o vilarejo de Conwy, onde localiza-se o castelo - foi dessa muralha que tirei a foto abaixo. Ao fundo, dá para ver o castelo:


Foto que tirei da muralha que cerca a cidadezinha de Conwy. Ao fundo o castelo
Edward I gostava mesmo de construir castelos. Visitamos outros que ele construiu, como o castelo de Harlech (esse da foto abaixo), construído entre 1282 e 1289. 


Castelo de Harlech
Visitamos também o castelo de Criccieth, localizado entre duas praias, numa península rochosa. O dia em que o visitamos, estava nublado -  o castelo então parecia cenário de um filme medieval... Veja a foto abaixo:


Castelo de Criccieth, no norte do País de Gales
E para não dizer que não falei de castelos (kkkk), visitamos também aquele da foto de abertura desse post, o Chirk Castle. Abaixo outras duas fotos desse castelo.


Fazendo pose na frente do Chirk Castle, no norte do País de Gales
Repare que a localização de todos esses castelos é estratégica - geralmente num local alto, e muitos deles são bem perto do mar. 



Gostou da idéia de visitar castelos medievais no norte do País de Gales? Aqui do lado tem um mapa com alguns dos mais importantes castelos na região.  


Leia também:

Viagem ao País de Gales - parte 2

WOODSTOCK E BLENHEIM PALACE - ONDE NASCEU CHURCHILL


Por que visitar o vilarejo de Woodstock, localizado no sudoeste da Inglaterra ? Por dois motivos: o primeiro é que a cidadezinha é uma graça: bucólica e perfeita para quem deseja curtir a tranquilidade do interior inglês. Nada como passear por suas ruazinhas repletas  de antiquários, galerias de arte, restaurantes e pubs. Essa foto acima, que tirei há cerca de um mês, num fim de semana de sol (!), mostra a pracinha da cidade - fofa !

O passeio pela cidade é rápido, em menos de uma hora dá para ver tudo. Saboreie um gostoso bolo numa tea rooms (casas de chá), confira a produção artística local numa loja de decoração ou tome um vinho no final da tarde num pub. E quando cansar de tanta quietude, siga para passear na linda cidade de Oxford, somente a cerca de 8 quilômetros de distância.


Woodsttock: lojas de antiguidades e pubs deliciosos
O segundo motivo para visitar Woodstock é que a cidade abriga o Blenheim Palace -  onde nasceu o primeiro-ministro Winston Churchill (1874-1965). 
O Palácio onde nasceu Churchill; eu na entrada dos jardins e com o Mike na frente do Palace
O Palácio é uma jóia da arquitetura barroca do século XVIII. Os jardins são gigantescos - 200 acres de absoluta beleza !

HOTÉIS... NO ALTO DE ÁRVORES ??!



Tá achando que uma casa na árvore é somente coisa de criança ? Pense novamente ! Aqui na Inglaterra hotéis construídos no meio de árvores atendem ao turista mais exigente. Essas acomodaçōes suspensas geralmente são bem espaçosas ( de cerca de 150 metros quadrados), oferecendo sala, um ou dois quartos, banheiros com hidromassagem, e varandas privativas com ampla vista para bosques ou parques.  

Essa foto aí acima é do interior da Treehouse Suite, ideal para casais em busca de contato com a natureza, mas também romance e privacidade. O charme extra fica por conta do hotel se localizar dentro da propriedade de uma mansão do século XIX (em Somerset, sudoeste do país). 

Que tal um hotel suspenso no alto de uma árvore? 
O hotel-árvore Ty Hedfan, localizado numa área mais isolada do sudoeste da Inglaterra, promete também um serviço de hotel cinco estrelas, mas com um bônus a mais: olha na foto abaixo o design contemporâneo do lugar! 

Design modernoso no hotel-árvore Ty Hedfan

PASSEIO EM OXFORD, NA INGLATERRA


Oxford é, sem dúvida, uma das minhas cidades favoritas na Inglaterra: charmosérrima, é repleta de parques, jardins e prédios históricos -  são mais de 900 construçōes preservadas pelo patrimônio público ! Dá para fazer um bom passeio a pé pela cidade em um dia; já fiz isso várias vezes com o Mike e amigos. Da última vez, tirei essas fotos para compartilhar com vocês.

Oxford localiza-se no sudoeste da Inglaterra - cerca de 1 hora de trem de Londres. Minha dica é percorrer o centro histórico a pé; várias de suas ruas são fechadas aos pedestres. Começando pela Broad Street (pertinho da rodoviária), você chega facilmente à Cornmarket Street, Magdalen Street, High Street, Turl Street e High Street - é nessa área que localizam-se muitas das atraçōes da cidade. 

E quais são as principais atraçōes de Oxford ? São os prédios da sua famosa universidade, que tem mais de 800 anos ! A Oxford University é composta por 39 faculdades, que se espalham pela cidade. Os prédios são todos espetaculares -  na minha opinião, o mais majestoso é o do Christ Church College (St Aldate's Street) , fundado em 1525.  


Vale a visita ao Christ Church College



 Na foto, visão da catedral da Christ Church College
E como tem estudante na cidade ! São cerca de 35 mil, movimentando e alegrando as ruas com suas bicicletas. Com tanto universitário, é claro que a cidade tinha que abrigar muuuuitas livrarias: na Broad Street - conhecida como a “rua dos livros”,  você encontra várias. Minha dica: não deixe de dar um pulinho na Blackwell's (48/51 Broad Street)  , uma das maiores livrarias do Reino Unido


A livraria Blackwell é um paraíso para os amantes de livros !
Aliás, a cidade é especialmente atraente para os amantes de literatura : os escritores  J. R. R. Tolkien e C. S. Lewis foram professores na universidade;  há tours literários que visitam os pubs e livrarias onde os dois amigos costumavam se encontrar e frequentar.  Foi ainda em Oxford que Lewis Carroll conheceu a jovem Alice Liddell, inspiração para o seu “As Aventuras de Alice no País das Maravilhas”. 

E, é claro, mais recentemente, muitos dos prédios da universidade serviram como locação para os filmes de Harry Potter . Quem leu algum dos livros da série garante que as universidades lembram muito o ambiente criado por J. K. Rowling e reproduzido nos filmes.

Mas além dos prédios das faculdades, Oxford oferece aos visitantes vários outras atraçōes. Eu destaco o Ashmolean Museum (Beaumont St) , que oferece regularmente exposiçōes espetaculares de artes plásticas (falei de uma delas aqui). 


O Ashmolean Museum é uma das atraçōes imperdíveis da cidade. Recentemente visitei lá uma
exposição simplesmente espetacular: 'Cézanne and the Modern '
Outra atração sensacional é a Saxon Tower  (na Magdalen Street) - o edifício mais antigo de Oxford ( data de 1040 ! ). 




Não deixe de visitar também a linda Radcliffe Square (Praça Radcliffe), dominada pela Radcliffe Camera - a primeira biblioteca redonda a ser construída na Inglaterra (1737-49). 


A belissima Radcliffe Camera 

Outro ponto turístico da cidade é o Martyrs' Memorial, em homenagem aos mártires da Igreja Anglicana, que foram no local queimados por aderirem à reforma anglicana -  heresia que lhes custou a vida por ordem da Rainha católica Mary, em 1555.  

O memorial aos mártires da Igreja Anglicana
Da última vez que estive em Oxford aproveitei o tempo ensolarado para passear ao longo do Rio Thames pela New Walk Street até chegar na Folly Bridge - uma área linda com muitos pubs.


Os turistas curtem os pubs ao longo do rio

ORIENTANDO O TURISTA NA INGLATERRA


Nunca viajou para a Inglaterra, não fala nem entende nada de inglês e, portanto, tem medo de se perder passeando pela primeira vez por cidades como Londres ou Liverpool, por exemplo ? Desencana ! Além da ajuda dos mapas das ruas e linhas de trens - que podem ser comprados em qualquer lojinha que vende jornais, revistas e lembrancinhas - geralmente o turista conta com o auxílio de painéis de orientação, localizados nas calçadas. Londres está repleta de placas como essa aí da foto acima, que ajuda o visitante a se localizar na área ao redor da Tower Bridge. O mapa (veja no detalhe aí embaixo) mostra as ruas ao redor , estaçōes de metrô mais próximos e a distância a ser caminhada para se chegar em outros pontos turísticos.

Detalhe do mapa localizado em Tower Bridge, Londres
Em Liverpool, há várias placas indicativas, com setas apontando para os locais mais conhecidos da cidade e indicando quanto tempo leva para se chegar até eles. Essa aí embaixo fica pertinho do meu prédio:

Em Liverpool, as placas que orientam o visitante e indicam quanto tempo leva a caminhada até os
principais pontos turísticos



PASSEIO EM BATH, NA INGLATERRA


A cidade histórica de Bath é uma das jóias do Reino Unido. Aqui, os romanos se estabeleceram há cerca de 2000 anos, encantados com a fonte que jorrava um milhão de litros de água por dia - numa escaldante temperatura de cerca de 46 graus C ! Os romanos consideravam a fonte miraculosa; desde a Idade do Bronze o local era tratado como área de devoção à deusa Sulis, que os romanos identificavam como deusa Minerva. 

Os romanos construíram um reservatório para controlar o fluxo das águas e uma enorme piscina que atraíam visitantes de todo o Império Romano - todos interessados em se banhar ou beber as águas da fonte.

As ruínas dessas termas - cuidadosamente restauradas - atraem, anualmente, milhares de turistas do mundo inteiro à Bath, localizada no sudoeste da Inglaterra. Eu, Mike visitamos as Termas de Bath há dois meses - um passeio realmente sensacional !

As Termas Romanas - a maior atração de Bath
Outro ângulo das Termas e a cabeça da deusa Sulis/ Minerva
E não é que eu encontrei uns Romanos perdidos em Bath ?!!



Mas Bath oferece ao visitante muito mais que as Termas. A cidade é uma preciosidade da arquitetura georgiana - época do reinado dos reis Georges, de 1714-1830. Inspirado no Renascimento Italiano, na Grécia e Roma antigos, é um estilo que - paradoxalmente - buscou acabar com a ostentação demasiada, caracterizando-se por uma "elegância despretensiosa" . Pois bem: dois complexos arquitetônicos magníficos da cidade definem a época e esse estilo. São eles: o The Royal Crescent - um semi-círculo com 33 casas perfeitamente conectadas por colunas jônicas - e o The Circus , um círculo perfeito composto também por 33 casas. 



O lindo complexo arquitetônico The Royal Crescent, em Bath
O conjunto The Circus visto por trás das árvores centenárias
Tudo é lindo na cidade: detalhe do poste de luz

Foi ainda em Bath que viveu durante alguns anos a escritora Jane Austen. Quem adorou livros como "Razão e Sensibilidade" ou "Emma" tem que visitar o centro,  que leva o nome da escritora (eu fiz um post especial sobre o Jane Austen Centre aqui).