FACULDADE FABRICA POLÍTICOS NA INGLATERRA ?

Você sabe o que os dois candidatos ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido nas últimas eleições tinham em comum? Ambos fizeram o mesmo curso: o prestigioso Politics, Philosophy and Economics, da Universidade de OxfordSegundo a mídia, o curso - conhecido como PPE -  é passaporte certo para os corredores do poder em Londres. Além de David Cameron ( primeiro-ministro que acabou de ser  reeleito) e Ed Milliband (o candidato derrotado do Partido Trabalhista), vários outros ministros e políticos do primeiro escalão britânico já passaram por lá. 

O curso tem duração de três anos. Os alunos assistem de 6 a 8 palestras por semana e têm aulas com tutores em grupos bem reduzidos - de no máximo 3 pessoas. O resto do tempo trabalham individualmente - lendo muito e preparando ensaios e artigos científicos. 

Segundo Iain McLean, que foi professor no PPE de 1978 to 1991, o curso se destaca por ser interdisciplinar e encorajar o pensamento reflexivo dos seus alunos, por meio de um método de ensino semelhante ao padrão Socrático.

Mas dizem as más-línguas que o que o curso faz é formar generalistas, que apenas forjam um conhecimento sobre uma série de assuntos; que absolutamente não conhecem nada profundamente. Crítica pesada né?  Mas essa argumentação parte até mesmo de alguns ex-alunos, que garantem que o curso é muito flexível, que muitos estudantes conseguem escapar da maioria das palestras e aulas e que se concentram apenas em entregar os trabalhos em dia. 

O único consenso parece ser que muitos dos alunos do PPE são extremamente ambiciosos mesmo e que escolheram o curso justamente porque representa um trampolim certo para uma carreira na política ou na mídia (muitos editores da BBC e do jornal The Times são ex-alunos). 




ESTUDANTES ELEGEM PALAVRAS MAIS DIFÍCEIS DE PRONUNCIAR EM INGLÊS


Está achando que é só você que enrola a língua quando tenta pronunciar certas palavras em inglês? Que nada, você não está sozinho !! Recente pesquisa da plataforma online Reddit revelou as palavras que mais atemorizam estudantes de inglês de diferentes nacionalidades. Selecionei algumas delas:

Sixth (significa sexto, em português). Ô palavrinha chata de se pronunciar. Para o  brasileiro, então, nem se fala... Pronunciar o TH é complicado - muita gente se enrola na pronúncia de think (pensar) ou theatre (teatro), não é mesmo? Por que a dificuldade? Porque esse som TH não existe em português. Muitos estudantes pronunciam o TH como se fosse D ou F,  mas não é correto; tem que fazer aquele truque de colocar a língua entre os dentes e soprar...

No caso da palavra sixth tudo se complica porque o TH se localiza no final da palavra e  sixth começa com a letra 'S'. 



Rural (que significa a mesma coisa em português: rural). A letra R é outra constante dificuldade para os brasileiros. Muita gente identifica o R em inglês como um R caipira. E repetir esse som caipira pode ser bem difícil (ru-ral). 

Quer ver a coisa complicar ainda mais ? Se a palavra a seguir apresentar sons semelhantes. Por exemplo, tente dizer : "I want to be a juror on a rural brewery robbery case.” ( algo como : "Eu quero ser membro do juri no caso do roubo na cervejaria rural"). Essa frase é o que os linguistas chamam de trava-língua (tongue twister).

Choir (coral, em português)Essa palavra fazia parte da minha lista pessoal ; sempre tinha que pensar antes de pronunciar choir. Para meus neurônios brasileiros, não fazia muito sentido. Mas descobri um truque - é a mesma pronuncia da palavra 'enquire', mas sem o EN

Edinburgh (o nome da capital da Escócia). Esqueça a complicação do sufixo 'urgh' e pronuncie Edinbra. E pronto !
  
E você, qual a palavra da língua inglesa que você se enrola em pronunciar?

CUSTO SECRETO DAS ESCOLAS BRITÂNICAS


Um relatório da organização Children's Society, divulgado por toda mídia, revelou que milhōes de famílias britânicas estão lutando para manter os filhos nas escolas públicas. Apesar da mensalidade ser paga pelo governo, os gastos extras - como uniformes, livros e viagens de estudo -  podem chegar a 800 libras (cerca de  3 mil reais ) por estudante. A notícia ganhou status de escândalo na mídia, que afirma que o "custo secreto da escola pública" compromete seriamente o orçamento de famílias de baixa renda - muitas chegam a fazer empréstimo bancário para conseguir bancar as despesas. 

Os uniformes parecem estar no topo das despesas - muitas escolas exigem que sejam de modelo especial, com  o logo da instituição bordado, por exemplo. Gastos com uniforme chegam a 500 libras por aluno (cerca de 1,9 mil reais). Para pagar esse tipo de despesas escolares, mais de 90 por cento das famílias participantes do estudo afirmam cortar gastos com alimentação ou aquecimento de suas casas.  

MAIS CURSOS UNIVERSIDADE LIVERPOOL


Em setembro começa o ano letivo 2014/2015 no departamento Continuing Education, responsável pelos cursos de extensão da Universidade de Liverpool. São oferecidos cerca de 200 atividades, entre cursos de longa (20 semanas ) e curta duração (5 ou 10 semanas), palestras e workshops. Abertos à comunidades, os cursos abrangem áreas variadas como Filosofia, Artes, Literatura, Arqueologia, História e Ciência, entre outras. Eu já escolhi os meus: Introdução à História da Arte Moderna; Andy Warhol; A Pintura de Francis Bacon e Lucian Freud ; e Língua Francesa (na foto, eu estou na frente do prédio do departamento onde acontecem os meus cursos).

Os cursos são oferecidos para a comunidade e por isso mesmo garantem desconto para estudantes ou pessoas da terceira idade. Além disso, muitos cursos asseguram créditos válidos na universidade - contanto que você faça as avaliaçōes exigidas pelos professores. 

Leia também:

Estudar em Universidade em Liverpool
Cursos na Universidade Liverpool


PEÇA DE OSCAR WILDE EM LONDRES




Minha super amiga Katia Lazarini, professora de inglês e especialista em cultura britânica, assistiu recentemente, em Londres, a uma peça de Oscar Wilde  (1854-1900), escritor irlandês que continua a exercer enorme fascinação nas platéias contemporâneas. Ela adorou a experiência : "Uma emoção quase indescritível ". Generosa, Katia concordou em dividir com os leitores deste blog a experiência. Abaixo, segue seu relato: 

"Há algumas semanas, tive a oportunidade de assistir a uma peça no Harold Pinter Theatre em Londres. A peça, The Importance of Being Earnest, é uma comedia escrita por Oscar Wilde -  um dos gênios da literatura. A experiência foi emocionante. 

Minha aventura passou por varias emoções. A primeira era a de estar num teatro em Londres. O que costuma ser parte do cotidiano das pessoas que moram na capital inglesa ou nas proximidades, para mim, era um evento único, que me fez sentir, de certa forma, mais ‘cult’, em meio a pessoas que sabem apreciar um bom programa cultural.  A segunda, a oportunidade de ver literatura bem ali, ao vivo, diante dos meus olhos, como se eu estivesse ao lado de Oscar Wilde enquanto ele escrevia aquela obra. Mais que uma espectadora, eu era, naquele momento, uma pessoa que podia ver a genialidade de Wilde - autor que não mostrava nenhuma dificuldade em satirizar as regras de comportamento da sociedade vitoriana. 
Katia, pouco antes do início da peça

Finalmente, minha emoção maior. Eu estava tendo o privilégio de poder assistir grandes atores britânicos em uma produção no estilo "uma peça dentro de uma peça " , que permite que atores mais velhos representem papeis mais jovens, mistura o ensaio final com o início da peca e mostra como funcionam os bastidores, a escolha e a disposição do cenário e o árduo trabalho dos atores para se adaptarem ao contexto da obra.  


A produção, em cartaz no Harold Pinter Theatre, está fazendo o maior sucesso em Londres

Impossível não se emocionar com todas essas coisas acontecendo ao mesmo tempo em apenas duas horas e meia de encenação: atores com muito profissionalismo; Londres, berço do teatro britânico; o teatro em si, nos moldes Shakespearianos; Oscar Wilde, o consagrado escritor; e eu bem ali, vendo tudo de camarote. "

OS BRITÂNICOS E SUAS FRASES INESQUECÍVEIS


Outro dia estava comentando com uma amiga como os britânicos são ótimos frasistas - bem, pelo menos alguns deles... Hoje vou compartilhar com vocês algumas das minhas frases favoritas cunhadas por algumas personalidades daqui. 


  • As duas primeiras frases são de Winston Churchill. Ele, que foi primeiro-ministro duas vezes (de 1940-45 e de 1951-55), e liderou o Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial, sabia como ninguém dar uma injeção de ânimo no povo: "Success consists on going from failure to failure without loss of enthusiasm" ("Sucesso consiste em seguir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo"); "If you're going through hell, keep going" ("Se você está atravessando o inferno, siga em frente"). 
  • Outra frase célebre que eu destaco foi dita por uma monarca: a Rainha Elizabeth I. Durante o seu reinado (1558-1603), a Inglaterra tornou-se a maior potência da Europa. Elizabeth era poderosa; com ela não tinha essa de sexo frágil... " I know I have the body of a weak and feeble woman, but I have the heart and stomach of a king", ("Eu sei que tenho o corpo de uma mulher frágil e fraca, mas possuo o coração e estômago de um rei" )
  • Jane Austen, novelista de "Razão e Sensibilidade", entre outros romances, ficou famosa por suas frases ferinas e cheias de ironia. Adoro essa, que abre "Orgulho e Preconceito", publicado em 1813. "It is a truth universally acknowledged, that a single man in possession of a good fortune, must be in want of a wife".  ( É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro, de posse de boa fortuna, deve estar atrás de uma esposa.)
  • Oscar Wilde, escritor irlandês, não é britânico, mas eu decidi incluir de qualquer maneira, porque adoro ele rs: "Experience is simply the name we give our mistakes". ("Experiência é simplesmente o nome que damos aos nossos erros"). 

ALUNOS USAM PLÁSTICO-BOLHA CONTRA STRESS


Você anda estressado com o dia-dia-? Que tal fazer como os alunos da Universidade de Leicester, na Inglaterra, que encomendaram centenas de metros de plástico-bolha para aliviar a tensão ? O centro acadêmico da universidade organizou pit stops por todo o campus onde os jovens podem parar, descansar dos estudos e estourar as bolhas. E está dando certo: os alunos garantem que a estratégia é mais eficaz que meditação ou fazer ioga !


Aluna da Universidade de Bath: combate ao stress
Outra estratégia criativa para combater o stress tem sido usada pela Universidade de Bath: é a petting zoo, na qual os alunos, para relaxar, alimentam patos, fazem cafuné em carneirinhos ou cavalos. Os animais ficam no campus (mais especificamente, em frente à biblioteca) em certos dias do ano - um pouco antes de começar o calendário de provas. A idéia tem feito sucesso; interagir com os pets transmite uma sensação de tranquilidade, garantiram os alunos à BBC.   

Os especialistas explicam que stress é a resposta do corpo humano à algum tipo de pressão emocional ou física. E saber lidar com esse tipo de pressão é fundamental; um pouco de stress é bom: pode te ajudar a melhorar sua performance acadêmica. 

ENTENDER INGLÊS EM PEÇAS DE TEATRO


Quem estuda inglês quer ter o gostinho de praticar um pouco a língua quando visita o Reino Unido. A conversação pode ser praticada fazendo pedidos em um restaurante ou compras em uma loja. Mas para checar (e desenvolver) a compreensão oral - ou, no popular, treinar o ouvido  -  uma boa idéia é assistir a peças de teatro. Mas como escolher a melhor para o seu nível de inglês?

Baseada na minha experiência como professora de inglês e como brasileira morando na Inglaterra, acredito que alguns fatores atrapalham bastante o entendimento de peças em inglês (se você não for fluente na língua). São eles: 

a)Sotaque carregado dos atores. De uma maneira geral, os atores disfarçam ou anulam seus sotaques quando estão encenando uma peça. Porém, alguns espetáculos exigem sotaque. Explico melhor: algumas peças têm enredos muito específicos - a história acontece, por exemplo, numa pequena vila no interior da Escócia. Aí os atores fazem o contrário: capricham no sotaque regional, para dar veracidade à história. Resultado: sobra para o brasileiro que está assistindo o espetáculo tentar entender o que está acontecendo no palco. rs

É sempre bom lembrar que cada região da Inglaterra tem a sua própria maneira de pronunciar as palavras - ou seja: uma pessoas nascida e/ou criada no Norte da Inglaterra fala de uma maneira bem diferente de outra que é da região Sul do país, por exemplo. Alguns sotaques são ainda mais específicos, identificando não apenas a região, mas também a cidade de onde a pessoa é. Por exemplo: todo mundo reconhece o sotaque de alguém de Liverpool no momento em que ele/ela pronuncia as primeiras palavras. E, é claro, o sotaque escocês é muito diferente do inglês, que é muito diferente do irlandes, que é muito diferente do sotaque do morador do País de Gales. 

Eu e Mike prontos para assistir a uma peça em Londres
 - ele não parece muito animado, né? rs

b) Uma narrativa não linear . Antecipações, retrospectivas, cortes e rupturas do tempo e do espaço em que se desenvolvem as ações podem ser um recurso fantástico da dramaturgia, mas também podem atrapalhar o entendimento linguístico. Peças com uma narrativa mais linear - começo, meio, fim - são mais fáceis de acompanhar (um típico exemplo são as de Agatha Christie).

c) Diálogos que façam constante referências a assuntos da vida política/ social cotidiana ou a fatos históricos do Reino Unido que você possa não estar familiarizado. Eu nunca vou me esquecer uma das primeiras peças que assisti aqui com o Mike (meu marido), em que os personagens faziam constantes piadas envolvendo indiretamente políticos ou personalidades da mídia nacional que eu absolutamente desconhecia. Todo mundo na platéia rindo e eu boiando...

Bem, esses são alguns dos fatores que atrapalham. E os que ajudam? 

Minha experiência com A Chorus Line, em Londres : é um musical que eu conheço o enredo
+ já tinha visto o filme  = entendimento fácil

1.Musicais são a melhor opção para quem não tem muita experiência com a língua. Recheados de músicas e danças, eles são fáceis de acompanhar. O ideal é escolher espetáculos que você já conheça bem a história, para ficar ainda mais fácil de entender a narrativa. Por exemplo, se você conhece ( e gosta) da história ( e das músicas) de Singing in the Rain (em cartaz no no Empire Theatre, em Liverpool de 22 de abril a 3 de maio), esse é o musical ideal para ser assitido. Eu vi essa mesma produção em Londres e posso garantir que é fácil (além de super bacana). 

É claro que, às vezes, mesmo um musical impōe alguma limitação. A história do musical Billy Elliot, por exemplo, é razoavelmente conhecida do público brasileiro por conta do filme homônimo  - que conta a inspiradora (e verdadeira ) luta de um adolescente em busca de seu sonho de se tornar um bailarino. No entanto, existe uma dificuldade:  o sotaque super carregado dos atores - o musical é ambientado numa cidade mineradora do norte da Inglaterra.

2. Se você já se sente meio craque na língua, deve experimentar uma peça sem música - seja ela comédia ou drama. Minha dica é começar, novamente, com uma história conhecida - baseada num livro ou filme que você conheça. É um recurso que ajuda muito. 

Eu estou falando por experiência própria: fiz isso quando optei por Twelve Angry Man (ainda em cartaz em Londres, no Garrick Theatre). Já tinha assistido ao filme em DVD e ajudou muito ao entendimento. Fiz isso novamente quando assisti a peça A Woman of No Importance (de Oscar Wilde) e ao suspense A Ratoeira (The Mousetrap), de Agatha Christie. Ambas foram razoavelmente fáceis de entender. Veja bem, não estou dizendo que foram fáceis para eu entender - seriam fáceis para qualquer pessoa que tivesse um bom nível intermediário de inglês e conhecesse previamente as respectivas histórias.


The Globe, em Londres: palco de Shakespeare

Mas para aqueles que são fluentes e querem tentar algo mais puxado - nada como a experiência de assistir Shakespeare ao vivoAssistir Shakespeare em inglês antigo é difícil, não há como negar. Mas também uma experiência inesquecível, principalmente para alguém que gosta de teatro e já estudou  sobre o autor





REVOLUÇÃO DAS GALINHAS NAS ESCOLAS DA INGLATERRA


Um dia a inglesa Claire Peach teve uma sacada genial: decidiu abrir uma empresa (a Hens for Hire) que aluga galinhas para escolas e creches. Hein??! É isso mesmo, as galinhas estão fazendo um super-sucesso em muitas escolas - funcionando como instrumentos pedagógico. Veja só: os ovos são usados nas aulas de matemática (se três galinhas pōem um ovo por dia cada, quantos ovos elas botam numa semana? ); nas aulas de culinária (a criançada está aprendendo a fazer omelete ) e, é claro, pela professora de ciências...  Segundo Nicola Bradley, vice-diretora de uma escola na cidade de Burton-on-Trent (região central da Inglaterra), para muitos alunos esse é o primeiro contato que eles têm na vida com as aves - alguns ficam realmente impressionados quando vêem uma galinha chocando ovos, garantiu ela ao jornal The Guardian

Claire já era uma especialista em galinhas - ela organizava cursos (para adultos rs) sobre criação das aves. Agora suas 70 galinhas são alugadas para 30 escolas no noroeste do país, onde são criadas livres, geralmente perto de uma área reservada para a hortinha escolar. As galinhas ficam hospedadas na escola durante o ano letivo; nas férias Claire leva as galinhas para casa (rs). Além das aves, ela aluga todo o equipamento necessário para a manutenção dos animais e treina funcionários da escola sobre princípios básicos de higiene e limpeza. E os ovos? Ah, os ovos são vendidos para a equipe da escola. 

ESTUDAR EM UNIVERSIDADE EM LIVERPOOL


Visitei recentemente o campus da Universidade de Liverpool, a maior da cidade. A instituição, que foi fundada em 1882 (era então chamada de University College), recebe hoje mais de 6 mil estudantes estrangeiros por ano, de 120 países, que fazem programas de graduação e pós-graduação nas mais diferentes áreas. Muitos desses estudantes são brasileiros, que vêm estudar na universidade por meio de bolsas do CNPQ. Segundo a diretora de Cooperação Institucional  do CNPQ, Liane Hentschke, a  cooperação com a Universidade britânica vai continuar e ser intensificada. "A intenção é estender para todos os projetos e programas que o CNPq oferece”, revelou ela recentemente no site da instituição brasileira. 





Os números da University of Liverpool são fabulosos: 36 mil alunos, 4.700 funcionários e 1.300 pesquisadores. E o campus é lindo: prédios modernos e multi-funcionais convivem com construçōes históricas e muita área verde. O investimento no campus nos próximos dez anos é de 600 milhōes de libras - grande parte em laboratórios, salas aulas, biblioteca e acomodação estudantil.
Universidade de Liverpool: construçōes modernas (foto acima) convivem  com construçōes históricas e áreas verdes (fotos abaixo)



O campus da universidade é mesmo lindo !




Victoria Building é o prédio mais antigo da universidade: hoje é uma galeria de arte e museu belíssimo. Foi nesse prédio que os primeiros alunos da instituição (apenas 45 ) estudaram em 1882. O exterior é em imponente estilo gótico; por dentro o requinte das colunas, arcos e mosaicos encanta o visitante.


Detalhes do primeiro prédio da universidade, que data de 1882



DICAS: PÓS-GRADUAÇÃO NA INGLATERRA


Hoje estou publicando uma entrevista com o Walter Fabrício Silva Martins, que está vivendo o sonho de muita gente no Brasil: fazer pós-graduação na Inglaterra. Doutorando na área de genética animal na Universidade de Liverpool, ele mora na cidade há dois anos por meio uma bolsa da CAPES . "É uma experiência única", afirma ele, que vai permanecer na cidade até o final de 2015. Bem adaptado à vida por aqui, ele sugere abaixo passeios imperdíveis em Liverpool e revela dicas que não estão em nenhum guia de viagem - são aqueles segredinhos que apenas moradores antenados como ele conhecem. "Há lugares lindos na cidade" , garante.  

Qual a sua avaliação dessa experiência incrível - fazer doutorado fora do Brasil? 

É uma experiência única, embora no início algumas vezes me perguntava: o que estou fazendo aqui?  Hoje tenho completa certeza que fiz uma ótima escolha. Claro que no Brasil existem universidades e centros de pesquisa de alto nível. Porém, é incrível a oportunidade de estudar num país onde o sistema de ensino e a metodologia são bem diferentes do nosso.  


Fabrício na Inglaterra: participando de uma corrida beneficente de Natal;
futebol em Manchester e passeando em Cambridge

Como é a convivência com os colegas da universidade? 

Na Liverpool School of Tropical Medicine - onde desenvolvo meu projeto - existem estudantes de mais de 50 países. Então você é apenas mais um aluno estrangeiro. O ambiente de trabalho, além de proporcionar um aprendizado científico,  oferece uma imersão e troca de experiência com alunos com diferentes backgrounds culturais.


Como você descreveria Liverpool?

Adoro morar aqui ! Liverpool é um lugar alegre, amigável, festeira, mas com um clima péssimo -  o vento daqui quebra qualquer guarda-chuva... Mas a descontração da cidade compensa; o clima fica sendo o de menos... As pessoas, com toda a sua simpatia e estilo próprio, fazem de Liverpool um lugar único na Inglaterra.  


Do álbum do Fabrício: em Liverpool, a Marina e o Creamfields Festival.
Em Cambridge: passeio de barco no rio para
 conhecer as universidades

Então você é a pessoa certa para dar dicas de passeio na cidade...

Liverpool tem lugares lindos. O visitante não pode deixar de ir  aos pontos turísticos como a área do Pier Head onde estão localizados o Albert Dock, o Liverpool Museum e o Beatles Museum. 

Mas quem quiser conhecer um pub de verdade, que só os moradores locais frequentam, vale a pena conferir os seguintes pubs: o The Ship & Mitre; o Bier e o Cambridge.  Se você quiser aproveitar a vida noturna, a dica é a área da Concert Square, onde há casas noturnas para todos os gostos - e o melhor: a entrada em quase todos esses lugares é grátis. 

Se você tiver a sorte de passar por Liverpool em agosto, a dica é aproveitar um dos maiores festivais de música eletrônica da Europa ( "Creamfields"). Fui na edição passada - vale muito a pena! Os maiores DJs do mundo vão estar por aqui. 

Um dos eventos mais legais que presenciei em Liverpool foi o festival de marionetes gigantes, em 2012. Com marionetes de até 15 metros , as ruas da cidade se transformaram em um grande teatro ao ar livre. Espero ver novamente antes do retorno ao Brasil.   

Mas o meu lugar favorito na cidade fica do lado oposto de toda a badalação de turistas à procura dos Beatles. No Queen`s Dock onde existe um longa ciclovia às margens do rio Mersey - que banha a cidade - ) onde no  VERÃO você encontra pessoas tomando sol de biquíni, lendo jornal, livros.

Que outras cidades você visitou no Reino Unido?  

Como na Inglaterra os feriados não são muitos, apenas três vezes por ano, não dá para ficar viajando muito. Além disso as passagens de trem nem sempre são baratas. Mas estudantes podem fazer o Railcard e ter desconto de 25% na tarifa. Mas ainda assim, ir a cidades como Cambridge pode custar até 80 libras. 

Mesmo assim já visitei Cambridge, Chester, Manchester, Bath e Londres. O Lake District e Highlands estão nos meus planos para esse ano. 

Dê uma dica para o leitor que está planejando estudar na Inglaterra.

Minha primeira dica é pesquisar o estilo de vida de cada cidade pretendida; isso faz diferença para se adaptar. Escolha uma cidade que pareça com seu estilo, pois as cidades são muito diferentes umas das outras. Por exemplo, se voce é do tipo caseiro, Cambridge é uma ótima cidade, mas se é daqueles que nunca dormem e gostam de agitação, Manchester, Londres e Liverpool são perfeitas. 

Outra dica: compre a carteira de estudante (NUS card) e o railcard. Com esses cartões você poderá ter desconto de 20 a 25%  em muitos serviços e até mesmo sanduíche grátis no McDonald`s. 


E, principalmente, deixa a saudade de casa de lado e viva uma nova história! Aproveite esse tempo para novos aprendizados, fazer novas amizades e conhecer novos lugares.  Mas se a saudade apertar, Liverpool tem três restaurantes brasileiros e o seu próprio carnaval brasileiro, então estamos sempre em casa!     


O processo para conseguir uma bolsa de estudo é muito complicado?

A minha bolsa foi concedida pela CAPES através do programa BEX - na época não existia o projeto Ciência Sem Fronteiras. A bolsa foi obtida a partir da submissão do projeto de pesquisa, que tinha como principal critério a impossibilidade de desenvolvimento do projeto integral ou parcial no Brasil. A seleção da bolsa de doutorado (nesse sistema anterior ao Ciência Sem fronteiras) teve cinco etapas; o resultado final foi publicado após 8 meses da solicitação.  Porém,  essas  regras não se aplicam mais  no novo método de solicitação  de  bolsas.  A  melhor  forma  de  saber  as  últimas  regras  é  consultar  o  site  do  CSF

DICAS : ESTUDAR INGLÊS NA INGLATERRA


Nos próximos dias vou publicar entrevistas que fiz com brasileiros que moram aqui em Liverpool - gente que veio para a Inglaterra estudar inglês, fazer um curso de pós-graduação ou trabalhar. Alguns vão ficar no país por algum tempo; outros estão estabelecidos permanentemente. São todos batalhadores e estão aproveitando ao máximo essa experiência incrível, que é viver num país estrangeiro. Quem melhor para dar dicas valiosas para as pessoas que têm vontade de fazer o mesmo?

A primeira entrevistada é Isabela Helou Doca de Andrade, de São Paulo, que veio morar na Inglaterra para estudar inglês - ferramenta essencial em marketing, sua área de trabalho no Brasil. Morando há quatro meses em Liverpool , ela está vencendo o seu "bloqueio" com a língua com as aulas diárias num curso de inglês. Seu empenho no estudo já rendeu frutos: ela  conquistou o prêmio de melhor aluna da escola no mês de dezembro. "Mas essa viagem representa muito mais que isso; está se transformando num verdadeiro período de auto-conhecimento! ", garante ela. Articulada, inteligente e super antenada com a programação cultural de Liverpool, ela confessa que já sente o coração apertado com a proximidade da data de volta para o Brasil.

Por que escolheu  a Inglaterra para morar?
Eu queria melhorar o meu inglês - e escolhi e a Inglaterra por três motivos: o primeiro foi a tradição incomparável das escolas e universidades daqui. Além disso, adoro aprender sobre a história do país. Por fim, a Inglaterra é um excelente ponto de partida para visitar outros lugares na Europa.


Isabela passeando em Liverpool e em Londres

E o que a fez escolher Liverpool?
O custo de vista daqui é menor do que em outras cidades, como Londres, por exemplo. Além disso, existem muitas opçōes culturais na cidade - como museus e teatros. E também, é claro, Liverpool tem uma tradição musical inigualável. 

Quais são as suas dicas de passeios em Liverpool?
Adoro os museus localizados no Albert Dock, o centro cultural FACT e a Biblioteca da cidade.

Como é sua rotina na escola de inglês?
Tenho aulas de pronúncia, gramática e conversação, de segunda a sexta, das 9 às 2:30. Além disso, a escola promove atividades culturais, como visitas a museus e pequenas viagens nos fins de semana. Os alunos são de diferentes nacionalidades - árabes, franceses, italianos, e russos, entre outros - e a troca de experiência é muito interessante.

E a acomodação ?
Morei com uma família inglesa durante dois meses. Foi uma experiência extraordinária - aprendi muito sobre o estilo de vida e comportamento dos britânicos. Depois me mudei para um flat em que 90 % dos moradores são estudantes estrangeiros. 

Que cidades valem a visita no Reino Unido?
Além de Londres? Adorei Oxford e Edimburgo !

Então a experiência de estudar e morar na Inglaterra está valendo a pena ?
Muito - definitivamente recomendo !

MOZART DEIXA CRIANÇAS MAIS INTELIGENTES?


Uma pesquisa do Institute of Education da Universidade de Londres revelou que crianças que escutam música clássica - como Mozart e Beethoven - melhoram seu poder de concentração e auto-disciplina. O estudo, conduzida pelo instituto em escolas primárias da rede pública britânica, confirma outras pesquisas, que têm explorado a relação entre aulas de música e excelência acadêmica.

Mas se escutar música clássica já traz benefícios, se eu encorajar meu filho a tocar um instrumento, será que ele pode virar um … gênio? Não é bem assim, garante Glenn Schellenberg, professor de psicologia da Universidade de Toronto, que acredita que os benefícios das aulas de música têm sido super-dimensionados. O que vale mesmo, afirma ele, é o ambiente escolar e familiar.

EXAMES DE PROFICIÊNCIA EM INGLÊS


Muita gente me pergunta quais os exames de proficiência em inglês que eu recomendo. A minha resposta sempre é a mesma: depende do seu objetivo. Você quer estudar numa universidade britânica, ou precisa do certificado para o trabalho? Ou quem sabe você é professora de inglês e deseja dar um upgrade no seu currículo? Existe um teste específico para cada objetivo. 

Há diversos exames oferecidos por universidades britânicas (e americanas ) que avaliam o domínio do inglês do candidato. Os exames da Universidade de Cambridge são, sem dúvida, um dos mais reconhecidos internacionalmente - escolas, universidades, empresas, instituiçōes públicas e privadas do mundo inteiros aceitam o certificado. Por isso mesmo, anualmente, mais de 3 milhōes de candidatos fazem os exames. 

Pois bem: a Universidade de Cambridge oferece vários testes, como o  KET (Key English Test), que avalia alunos com um conhecimento básico da língua;  o FCE (First Certificate of English), para alunos intermediários; o CAE (Certificate in Advanced English) e, para os candidatos com um excelente nível, o CPE (Certificate of Proficiency in English).


Para quem quer cursar uma universidade na Inglaterra (ou EUA), um dos mais populares exames é o IELTS (International English Language System). Mas se você precisa de um certificado de inglês para o trabalho, talvez o melhor seja escolher um que avalie a proficiência da língua dentro de uma determinada área - como o BEC (Business English Certificate) ou o ICFE (International Certificate in Financial English) . 

Se você é professora de inglês em início de carreira pode fazer o CELTA (Certificate in Teaching English for Language Teachers); já professoras mais experientes podem tentar o DELTA (Diploma in Teaching English to Speakers of Other Languages).  

Há também testes que avaliam o nível de inglês de crianças de 7 a 12 anos.

Como escolher o melhor exame para o seu caso? Cheque o site da instituição, que é super detalhado e te orienta na escolha. No Brasil, muitas escolas de línguas são centros autorizados para a realização e preparação de candidatos para esses e outros exames internacionais. Essas escolas geralmente oferecem cursos preparatórios (eu fiz vários, quando bem jovem e, mais tarde, fui professora de cursos preparatórios de FCE e CELTA, entre outros). Você pode ainda se preparar sozinho, comprando livros e estudando em casa - mas aí, claro, tem que ser bem disciplinado.

NOVO TIPO DE PÓS-GRADUAÇÃO


Nada de lista de chamada ou longas leituras para serem feitas em casa. A City Unrulyversity traz um novo conceito em pós-graduação - além de extremamente informal, o curso tem prazo de validade - vai funcionar por um tempo e depois desaparecer. Trata-se de uma pop-up unit, desenvolvido em conjunto pela empresa de mídia digital Unruly, a City University e a Cass Business School, em Londres.

As aulas são todas nas áreas de Business e Marketing e o enfoque é tratar questōes práticas e cruciais do mercado de trabalho, como marketing viral e o papel da mídia social. Para tanto, a universidade convida sempre palestrantes ilustres, como Bruce Daisley, o Diretor do Twitter no Reino Unido. Segundo Caroline Wiertz, uma das fundadoras da instituição, o clima é super informal mesmo: "We pull together couches and bean bags, and you get a beer and crisps " ("A gente junta uns sofás, cerveja e chips"), disse ela em entrevista ao jornal The Guardian. O melhor de tudo? as aulas são grátis !

CONVIVENDO COM O SOTAQUE BRITÂNICO

Muita gente me pergunta o que eu acho do sotaque britânico : na prática, é difícil ou é fácil de entender? Varia muito, eu respondo. Depende, basicamente, de que parte do Reino Unido a pessoa vem. Cada região tem a sua própria maneira de pronunciar as palavras - ou seja: uma pessoas nascida e/ou criada no Norte da Inglaterra fala de uma maneira diferente de outra que é da região central do país, por exemplo. Alguns sotaques são ainda mais específicos, identificando não apenas a região, mas também a cidade de onde a pessoa é. Um ótimo exemplo é o sotaque dos moradores da cidade onde vivo: Liverpool - um sotaque bem forte (e na minha opinião difícil) e facilmente reconhecido pela maioria dos ingleses. (No Brasil também funciona de maneira semelhante, não é mesmo? Por exemplo, o sotaque do carioca é fácil de ser identificado pela maioria dos brasileiros).

De uma maneira geral, o sotaque das pessoas que vivem em Londres (na região sudeste) é considerado e reconhecido como o 'standard English' (sotaque padrão ) ou  'BBC English' - uma alusão, é claro, à maneira clara dos apresentadores do canal de TV.  Mas não podemos esquecer que esse sotaque-padrão sofre também muitas variaçōes, de acordo com a classe social de quem está falando. O sotaque muda de acordo com a classe social do indivíduo??!  Muda sim !!!  Eu fiz um post aqui explicando como na Inglaterra a classe social de uma pessoa é identificada no momento em que ela abre a boca e pronuncia a mais prosaica das frases

Esse link aqui explora de uma maneira bem interessante essa diferença entre os sotaques no Reino Unido.

CRIANÇAS BILÍNGUES NA INGLATERRA


Eu fico encantada de ver o filho de uma amiga minha brasileira que mora aqui em Liverpool. Essa criança têm apenas três aninhos, mas já domina duas línguas: o português e o inglês. O menino nasceu e mora na Inglaterra. Ele vai à creche aqui na Inglaterra. Ou seja: os coleguinhas e professores falam inglês o tempo todo, é claro. Em casa, o pai (que é britânico) fala inglês, mas a mãe, brasileira, com quem ele passa a maior parte do tempo, fala português com ele. E ele entende per-fei-ta-men- te as duas línguas. Não se confunde, a cabeça não dá um nó. Não é uma maravilha ? 

Li uma matéria que parece explicar como isso acontece: cientistas britânicos e americanos descobriram que entre dois e quatro anos de idade o cérebro está especialmente aberto para experiências de  aperfeiçoamento da linguagem. Segundo os pesquisadores, a imersão de crianças em uma ambiente bilíngue antes dos quatro anos oferece uma melhor chance de elas se tornarem fluentes em ambas as línguas. 

A Claudia Storvik, do blog Filhos Bilíngues, traz muitas informações úteis a mães e pais brasileiros que moram no exterior e que têm dúvidas sobre como lidar com os filhos que são expostos a mais de uma língua. Existe motivo para ficar com medo que a criança fique confusa? Se insistir muito no Português será que existe o risco da criança chegar à idade escolar sem dominar a língua do país de residência? A Claudia trata essa e outras questōes semelhantes. Vale a conferida. 




DESAFIOS NA UNIVERSIDADE BRITÂNICA


Fazer dois cursos na University of Liverpool ( um sobre Marc Chagall e o outro sobre os romances de Jane Austen) tem me oferecido um desafio e uma oportunidade. O desafio é, claro, linguístico: por mais fluente que eu seja, não sou nativa. Descobri que oferecer, em inglês, em plena sala de aula e na frente de 22 coleguinhas britânicos, uma interpretação sobre a arte do mestre russo não é tão fácil quanto conversar com o Mike no dia-a-dia (rs). 

Já a oportunidade tem sido poder contribuir às discussōes em sala de aula oferecendo um olhar bem brasileiro - todos os outros alunos e as duas professoras são britânicas. Além disso, tento, quando surge a oportunidade, oferecer um pouco do Brasil aos interessados. Um exemplo: quando a professora do curso de arte (Dr Judith Walsh) me contou que não conhecia muito sobre arte moderna brasileira, imediatamente me ofereci para enviar, por email, uma imagem de uma pintura brasileira. Escolhi Abaporu, de Tarsila do Amaral (foto ao lado) - que foi contemporânea de Chagall - e sugeri um site em inglês com referências sobre essa específica obra da brasileira. Dr Jones adorou e, gentil, me entregou um recorte do jornal The Observer com uma matéria sobre a exposição de Mira Schendel , na Tate Modern, em Londres. 

Essa troca de experiências é muito bacana; pretendo continuar fazendo isso. Quero muito saber se a professora de literatura e meus colegas conhecem o mestre Machado de Assis... 

ESTUDAR INGLÊS NA INGLATERRA


Desde que eu comecei o blog muita gente me pede indicação de cursos de inglês em Liverpool. Pois bem: eu descobri aqui na cidade uma agência de viagem bem bacana: a Vie Viagens Educacionais, especializada em turismo educacional/ cultural. A empresa organiza pacotes de cursos de inglês para pessoas de todas as idades e com diferentes interesses: para adolescentes e jovens que querem ter a experiência de estudar a língua aqui na região; profissionais que precisam de conhecimento específico do idioma para o trabalho; ou ainda adultos que querem aproveitar as férias (ou até mesmo a aposentadoria) misturando o estudo da língua inglesa com passeios culturais. A acomodação pode ser em casa de famílias inglesas - o que, claro, incrementa ainda mais a imersão no estilo de vida britânico. 

Eu achei o projeto da Vie bem interessante para pessoas que desejam não apenas melhorar o inglês, mas também desfrutar a cultura e a história da Inglaterra. Segundo a dona da agência, Ana Paula Chapman Fromm, a proposta é bem essa. Ana, que é brasileira mas mora há 21 anos aqui na Inglaterra, é apaixonada por educação, viagens e cultura. Nada mais natural que juntasse tudo na sua atividade profissional.

Casada com um britânico, ela garante que a Vie oferece os melhores opções de viagem e aprendizado no mercado (as escolas, por exemplo, são credenciadas pelo British Council), com preços imbatíveis e facilidade de pagamento. Os pacotes têm sempre opçōes de passeios e atendimento personalizado. Fica, então, a dica para os leitores que sempre perguntam sobre viagens de aprendizado.

Leia também:

Escolhendo uma escola de inglês