EMPREGOS NA INGLATERRA


Muitos leitores -  mas muitos mesmo ! -  perguntam minha opinião sobre oportunidade de emprego na Inglaterra. "Eu quero morar na Inglaterra. Será que consigo trabalho como garçonete? "; "Fiz um curso profissionalizante na área industrial. Você acha que seria fácil conseguir emprego aí? ". 
Bem, eu sempre respondo que apesar de ter finalmente saído de uma das mais difíceis recessōes das últimas décadas, o Reino Unido ainda enfrenta dificuldades na sua economia. Milhares de profissionais do setor público têm ido às ruas das principais cidades do Reino Unido - como Londres, Manchester e Glasgow - protestar contra as medidas de austeridade do governo conservador, especialmente as que resultaram no corte de mais de 20 mil postos de trabalho no serviço público de saúde (NHS) somente nos últimos três meses. Além dos profissionais de saúde, trabalhadores de outras áreas do setor público também têm feito passeatas, entre eles professores, policiais e bombeiros.  


Eu presenciei, em Londres, uma das passeatas contra
 cortes no setor público,
situação não está realmente boa - milhares e milhares de pessoas têm recorrido regularmente aos food banks - esquema de doação de alimentos - para sobreviver, como já mostrei aqui

Além disso, muitos negócios - especialmente as micro ou pequenas empresas - não conseguem sair do vermelho. Recentemente, dois dos meus lugares favoritos para um almoço rápido e saboroso no centro de Liverpool fecharam as portas -  dois cafés que ofereciam comida caseira por preço justo. Não sei o que aconteceu - a clientela era grande (pelo menos sempre vi ambos os lugares cheios ). Mas, pelo aviso colocado na porta de um dos cafés, o sentimento dos donos é de tristeza. Ou seja: mesmo por aqui, a vida não é um mar de rosas...  

LONDRES: QUATRO VEZES MAIS CARA QUE RIO JANEIRO


Que Londres é uma cidade caríssima eu já sabia - e já escrevi algumas vezes sobre o assunto aqui no blog. Agora um estudo divulgado pela mídia britânica garante que a capital inglesa é a cidade mais cara do mundo para morar e trabalhar - quatro vezes mais cara que o Rio de Janeiro ! 

O estudo Savills 12 Cities Report foi produzido para ajudar empresas a avaliar os custos (de aluguel residencial e comercial) na transferência e manutenção de funcionários nos maiores centros mundiais. Londres ultrapassou Hong Kong e assumiu o primeiro lugar como a cidade mais cara do mundo, principalmente por causa do preço assustadoramente caro dos aluguéis. Outras cidades na lista das caríssimas para viver incluem NY (3 o lugar) e Paris (4 o  lugar). O Rio, apesar da recente surreal elevação do preço dos aluguéis,  ficou em 11 o lugar.  

JOVENS DESANIMADOS EM LONDRES




Os tempos são outros mesmo. A década de 80 foi marcada pelos yuppies - jovens profissionais bem sucedidos, super animados, que trabalhavam muito, se davam bem e ganhavam rios de dinheiro. Mas, nos dias atuais, pelo menos em Londres, a situação é outra: a tribo que define os tempos modernos é uma bem melancólica: os endies – abreviação da expressão  "Employed but with No Disposable Income or Savings" - que traduzida significa algo como " empregado, mas sem rendimento ou poupança segura'.  Ou, em bom português: 'jovens empregados, mas ferrados'. 

Quem identificou o surgimento dos endies foi um relatório da ONG Centre for London. O estudo garante que esses profissionais se sentem insatisfeitos com a vida: trabalham demais, ganham pouco e se sentem infelizes e muito carentes.

Vivendo numa cidade caríssima - só para ter uma idéia a média dos aluguéis em Londres é 50% mais cara que no resto do país -, esses profissionais dão um duro danado para conseguir esticar o salário até o fim do mês. E, segundo o estudo, geralmente o esforço não dá certo. Segundo a pesquisa, mais de 1 milhão de jovens profissionais se encaixam nessa situação: muito desanimados e sem saber o que fazer, já que o custo de vida altíssimo em Londres esmaga suas esperanças de uma melhora na situação.  


MAIS RICOS DA GRÃ-BRETANHA


O Sunday Times publicou a lista dos bilionários e milionários residentes na Grã-Bretanha. Os números impressionam: a fortuna conjunta das mil pessoas mais ricas da nação chega a 518.9 bilhōes de libras !!!! - o correspondente a um terço do PIB do Reino Unido ! Mas quem tem tanto dinheiro??? Bem, os três primeiros nomes da lista são estrangeiros (mas que moram aqui). Em primeiríssimo lugar estão os irmão Sri e Gopi Hindhuja (11,9 bi de libras ), nascidos na Índia que, como a maioria dos super ricos, têm investimentos em áreas variadas: indústria de petróleo, finanças e mídia. O honroso segundo lugar pertence ao russo Aisher Usmanov (10,65 bi de libras) e o terceiro lugar é de Lakshmi Mittal, também indiano, cuja riqueza (250 mi de libras) vem especialmente da indústria de aço. 


Elton John: doação milionária

Celebridades da música e showbiz também aparecem na lista. Britânicos famosos como Paul McCartney, Adele, Victoria e David Beckham, Jamie Oliver - estão todos lá. A maioria desses milionários mora em Londres - tem que ser mesmo muito rico para morar bem na cidade, como eu falei aqui ! Segundo o Times, Londres atrai mais milionários que NY ou Paris.  

A matéria também garante que os super ricos sabem abrir a carteira e ajudar os necessitados : 280 indivíduos da lista doaram 2,3 bi de libras em 2013, em áreas como pesquisa médica, educação, ajuda humanitária e artes. Elton John, por exemplo, doou 9,25 % de sua fortuna de 260 milhōes de libras (doação de cerca de 24 milhōes ) só no ano passado.

REINO UNIDO: QUASE 1 MILHÃO RECORREM DOAÇÃO ALIMENTOS PARA SOBREVIVER

Mais de 900 mil pessoas no Reino Unido tiveram que recorrer, no ano passado, a um esquema emergencial de doação de alimentos básicos para sobreviver. Os dados, da Trussell Trust, uma gigantesca instituição de caridade no Reino Unido, foram divulgados ontem em toda a mídia. Chamado de food bank (banco de alimentos), o esquema funciona a partir do trabalho coletivo de ONGS, igrejas, voluntários e membros da sociedade civil - ou seja: não é um projeto governamental. 

As doaçōes de alimentos não-perecíveis são feitas em igrejas, escolas, universidades e outras instituiçōes. Voluntários coletam os alimentos, verificam a data de validade e empacotam tudo. Médicos, assistentes sociais e outros agentes de saúde são os responsáveis por identificar e cadastrar as pessoas em situação de risco - ou seja: aquelas que precisam de alimentos imediatamente. As pessoas não podem simplesmente aparecer e dizer que precisam de uma cesta de produtos básicos. Ao ser identificadas e indicadas por profissionais de saúde, elas recebem um voucher para ser trocado por alimentos no posto de atendimento. Cada voucher garante três dias de alimentos. 


Da esquerda: eu peguei na Universidade de Liverpool essa lista que oferece sugestão de alimentos que podem ser doados; voluntários organizando os alimentos; a Roman Catholic Cathedral,
também em Liverpool, recebe doaçōes de produtos para o Food Bank
Sem dúvida alguma, a notícia é pra lá de triste. Para o jornal The Independent " trata-se de um "escândalo que envorgonha a Grã-Bretanha". O jornal garante que a situação piorou com a política de corte dos benefícios sociais implementados pelo Governo.  Como primeiro-ministro David Cameron responde às críticas? Segundo ele, os cortes fazem parte de um missão moral que tem como objetivo dar aos desempregados britânicos 'esperança e responsabilidade". Sério??!


Se até para a Inglaterra a situação está ficando difícil...

MELHORES EMPRESAS PARA TRABALHAR NA INGLATERRA


Quais as melhores empresas para se trabalhar na Inglaterra? O jornal The Guardian respondeu a essa pergunta produzindo uma lista com as 78 top empresas do país (veja lista completa aqui), que destacam-se por desenvolverem diversas políticas de valorizaçãos dos funcionários. Entre as iniciativas dessas empresas, o jornal ressaltou: 

  • plano de cargos, salários e aposentadoria;
  • bônus salariais;
  • programa de qualidade de vida, que objetivam reduzir stress dos funcionários, promover estilo de vida saudável e prevenir doenças. Essas açōes  incluem acesso à academia de ginástica, aulas de Pilates e ioga; fisioterapistas e massagistas no local de trabalho, 
  • programas de treinamento e de atualização de funcionários; 
  • valorização de opiniōes dos empregados; 
  • utilização de mídias sociais para encorajar organização e potencializar produtividade;
  • transparência dos valores e das políticas empresariais. 

Entre as empresas, destacam-se redes que atuam em todas as regiōes da Inglaterra e nas mais diferentes áreas, como a rede de pubs JD Wetherspoon's; a loja de departamento Marks & Spencer e a gigante de supermercado Tesco. "Funcionários felizes e saudáveis produzem um impacto significativo no desempenho da empresa", garantiu Dianne Hol, diretora de Relaçōes Humanas da Roche, uma das empresas da lista.

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Emprego e salário na Inglaterra
Valor salário na Inglaterra

EMPREGO E SALÁRIO NA INGLATERRA


Qual o salário de um médico na Inglaterra? E de um professor? Ou de um garçon? É fácil conseguir emprego por aqui? Esse é o tipo de pergunta que muitos leitores me fazem.  Para dimensionar as oportunidades de emprego e salário na Inglaterra, é fundamental considerar alguns aspectos:  

Recessão.  A Inglaterra ainda enfrenta uma das piores recessōes das últimas décadas. A situação está melhorando aos poucos, mas ainda não é fácil conseguir um bom emprego por aqui.


Valor de salários. Os salário de algumas profissōes são bem interessantes, se comparados com a média no Brasil. Por exemplo, os professores ingleses do ensino fundamental estão entre os mais bem pagos da Europa - recebendo cerca de 40 libras (cerca de 120 reais) por hora em sala de aula. Como trabalham cerca de 684 horas por ano, ganham cerca de 27, 8 mil libras por ano - 83 mil reais por ano; cerca de 7 mil reais por mês (dados do pesquisa da Organisation for Economic Co-operation and Development). 




O jornal The Mirror publicou recentemente uma lista com dezenas de profissōes e média de respectivos salários anuais brutos - os dados são do Office for National Statistics, agência do governo. Alguns exemplos (veja a lista completa aqui): 



  • garçons e garçonetes: média de 7.654 libras por ano;
  • enfermeiros: 26.158 libras por ano;
  • veterinários: 32,374 por ano;
  • motorista de trem: 45. 489 libras por ano.
Mas os imigrantes têm acesso a esses empregos e salários?  Os melhores empregos e salários exigem que o profissional seja legal no país, que tenha sua qualificação profissional reconhecida no Reino Unido e seja fluente em inglês. Apresentar essas três exigências não é fácil. O jornal The Guardian publicou no sábado um longo artigo contando a história de profissionais estrangeiros que, ao imigrarem para cá (por motivo de asilo político), conseguiram empregos muito aquém de suas expectativas, porque suas qualificaçōes não foram reconhecidas no Reino Unido. Por exemplo: um advogado paquistanês que mora em Liverpool teve que fazer um curso bem caro na Inglaterra para tentar conseguir emprego na área - ele explicou ao jornal que no seu país tinha mais de 10 anos de experiência; aqui está sendo considerado um novato. 


Tiegisty: qualificação, mas sem emprego
na área

O jornal citou ainda o caso de Tiegisty Kibrom, 27 anos, formada em Ciências da Computação no seu país - Eritreia, no nordeste da África. Apesar do diploma, ela trabalha como arrumadeira num hotel em Londres - seu salário é de 6,31 libras por hora (pagamento mínimo por hora de trabalho). E mesmo fazendo um segundo curso numa universidade britânica  - Internet Computing, pela Manchester Metropolitan University -, ela ainda não conseguiu emprego na sua área.  "I was expecting  I'd get a better job. I am not ashamed to do a cleaning job. It just embarrasses me that, with all my skills, I can't find a single opportunity in my field" ("Eu esperava conseguir um trabalho melhor. Não é que eu tenha vergonha de arrumar quartos. Mas, com as minhas qualificaçōes, é constrangedor que eu não tenha conseguido uma única oportunidade na minha área), disse ela, desolada, ao The Guardian. 


Oportunidades. Mas, apesar da crise e das dificuldades, é claro que muitos imigrantes conseguem bons empregos. Por exemplo: há milhares de médicos estrangeiros trabalhando para o NHS (Serviço de Saúde Pública) no Reino Unido - são mais de 88 mil (sendo cerca de 23 mil desses da Europa). O General Medical Council (semelhante ao nosso Conselho Federal de Medicina) exige, é claro, documentação com comprovação de qualificação profissional e proficiência em língua inglesa aos médicos. Para quem tiver interesse, o  site do NHS oferece informaçōes sobre jornada de trabalho e salário em hospitais da rede pública do Reino Unido.


Esse link da BBC News (pesquisa de 2013) mostra mostra quais são as profissōes em demanda no Reino Undo: entre elas enfermeiras, chefs e vários tipo de engenheiros.

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O valor do salário na Inglaterra


OS MELHORES SALÁRIOS DE MULHERES NA INGLATERRA


Eu escrevi há algum tempo um post sobre o valor médio da hora de trabalho de diferentes profissionais aqui na Reino Unido. Hoje vou complementar a lista daquele dia focando nos trabalhos mais bem remunerados para as mulheres, segundo a revista Glamour. Eu achei muito interessante que algumas profissōes que não são muito valorizadas no Brasil, como professora e policial, fazem parte da lista dos top salários. Os dados são baseados no estudo Annual Survey of Hours and Earnings, do National Statistics - o IBGE britânico - e apresentam a respectiva média dos salários anuais em libras.  


1.Executiva-chefe: 63.663
2.Diretora de vendas : 57.772
3.Advogada: 56.342
4.Oficial Senior de Polícia: 56.311
5.Médica: 49.218
6.Professora-chefe: 48.823
7.Funcionário Senior do Corpo de Bombeiros ou Ambulância: 44.418
8.gerente de Tecnologia de Informação: 44.361
9.Administradora de hospital: 44,314
10.Gerente-financeira: 43.659

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Valor do salário na Inglaterra

DESACELERAÇÃO DA ECONOMIA BRASILEIRA REFLETE NA INGLATERRA


A revista britânica The Economist  levantou a lebre : o cartoon que ilustra a matéria de capa da sua última edição mostrava as dificuldades enfrentadas por Brasil, China, India e Russia em completar uma corrida. A ilustração retrata com perfeição a  desaceleraçao da economia dos Brics - grupo dos emergentes Brasil, Rússia, India, China - que, segundo especialistas ouvidos pelo programa 'Sem Fronteiras', da Globo News, está afetando a economia européia como um todo. O Reino Unido, claro, está incluído nesse grupo.

Vamos entender melhor essa estória. A economia do Reino Unido ainda enfrenta os efeitos de um grave e prolongado período de recessão - o pior desde o pós-guerra. A recessão, fruto da crise financeira mundial de 2008, finalmente parece estar dando sinais de lenta e tímida recuperação. Mas essa recuperação depende, entre outros fatores, do crescimento de países como o Brasil e especialmente a China, que são mercados consumidores de produtos europeus. Ou seja: o crescimento do nosso país e dos outros Brics impulsiona a economia da Europa; então quando o Brasil não cresce muito ( e a estimativa da própria revista é de crescimento do PIB brasileiro a cerca de 2,5% esse ano), a notícia também não é boa na Inglaterra.

O PIBinho do Brasil reflete, segundo o relatório 'Panorama do Crescimento Global', recentemente publicado pelo FMI, "gargalos de infraestrutura e outros problemas de capacidade, menor crescimento da demanda externa, preços de commodities mais baixos, preocupações com a estabilidade financeira global e, em alguns casos, suporte político débil". Essa opinião é compartilhada por muitos especialistas no Brasil, como Samuel Pessoa, pesquisador da FGV, que ressalta que políticas públicas que estimulam uma presença forte do Estado na economia também contribuíram para a o ritmo econômico perder fôlego.

REINO UNIDO QUER EMPRESAS BRASILEIRAS


Se você tem uma empresa e deseja expandir seus negócios para além do Atlântico, a hora é essa. O Consulado Britânico em São Paulo inicia em agosto um projeto para encorajar investimentos de empresas brasileiras no Reino Unido - especialmente companhias nas áreas de tecnologia, energia, engenharia de infraestrutura. O objetivo é levar para o RU cerca de 30 companhias brasileiras até 2016.

Atualmente existem 40 empresas brasileiras no Reino Unido - cujo crescimento foi de 30% desde 2010. Segundo o site Brasil Econômicoo Reino Unido tem um ambiente favorável para negócios, com menos burocracia para quem deseja instalar uma empresa no país. A London&Partners - parceria público-privada que busca atrair empresas e estudantes para a cidade - está promovendo uma competição voltada para empresas iniciantes de base tecnológica. É o projeto Million Pound  StartUp, que vai selecionar uma empresa de qualquer país do mundo para se desenvolver em Londres.

BEBÊ REAL ALAVANCA VENDAS


O bebê de William e Kate só nasce daqui a um mês, mas as lembrancinhas para celebrar a chegada do novo membro da realeza já estão inundando as vitrines das lojas na Inglaterra. O royal baby é, sem dúvida, great business - segundo pesquisa publicada no Sunday Times, a estimativa é que as vendas com produtos relacionados ao nascimento alcancem - veja só ! - 100 milhōes de libras ! Parece um exagero, mas não é.



Não estamos falando apenas das lembrancinhas, mas principalmente das escolhas que Kate faz para o seu bebê. Explicando melhor: todas as futuras-mamães do Reino Unido devem estar de olho nos carrinhos, enxoval e tudo mais que a duquesa de Cambridge escolhe para seu pimpolho. Por que? Para comprarem um igual ou cópia semelhante, é claro. É o "efeito Kate": tudo que a mulher do príncipe William compra e veste provoca assombrosa histeria - e não apenas na Inglaterra. Kate Middleton é a embaixadora mais importante do estilo britânico dos últimos anos e seu bebê vai estar, sem dúvida, no olho da mídia e das consumidoras.







JORNAL INGLÊS CRITICA ECONOMIA DO BRASIL


O caso de amor da mídia inglesa com o Brasil parece ter chegado mesmo ao fim. Recentemente, o influente jornal inglês Financial Times criticou em editorial a economia brasileira, afirmando que a sensação de que tudo corre bem no país é apenas "uma fachada" e que o Brasil estaria, novamente, perdendo uma oportunidade histórica: a de se transformar numa potência do primeiro time. Segundo o editorial, o Brasil “corre o risco, mais uma vez, de frustrar imensas expectativas”. Para o jornal,  o estilo “mandão” de Dilma Rousseff é bom para evitar a corrupção, mas estaria atrasando a economia, especialmente o investimento. 


2008: caso de amor com o Brasil de vento em popa

A mídia inglesea - assim como vários veículos de internacionais - oscilam na sua relação amorosa com o Brasil. Já passaram por um período de paixonite com o país - basta lembrar a capa da revista britânica The Economist em 2008, com uma imagem do Cristo Redentor decolando num foguete. Um ano mais tarde, a mesma publicação dedicava um suplemento especial elogiando a nossa economia, com a manchete Getting It Together At Last (Chegando lá finalmente). Em 2010, com o crescimento do PIB brasileiro em 7,5%, a euforia e a expectativa positiva da mídia pareciam ainda aumentar. Mas essa fase terminou.  


Em 2009: confiança ainda em alta no país

O economista e professor da Unicamp Luiz Gonzaga Belluzzo respondeu à provocação do Financial Times de maneira zombateira, no programa Globo News Painel, dizendo que os ingleses têm experiência em questão de declínio - a Inglaterra, que já foi potência mundial no século XIX, hoje ocupa um papel secundário no cenário mundial; principalmente do ponto de vista industrial e produtivo, apesar de ainda oferecer uma praça financeira importante.  

Para o economista Eduardo Gianetti, professor do Insper,  a opinião que a mídia internacional tem do Brasil não deveria causar o impacto no nosso país. Para ele, a reação da presidente Dilma à opinião de um outro jornal inglês (o Financial Times), no ano passado, que criticou duramente a economia brasileira, é um comportamento absurdo, uma verdadeira hipersensibilidade desmedida a uma opinião alheia.     

LIBRA ESTERLINA: MOEDA BRITÂNICA


O Reino Unido pertence a União Européia, mas não está na Zona do Euro. Ou seja: tem uma moeda própria, a libras esterlina, que foi criada e entrou em circulação em 1561, durante o reinado de Isabel I.  É uma das moedas mais fortes do mundo, superando o dólar e o euro. 


São quatro notas de libra em circulação: a de 5 libras, dez libras, vinte libras e cinquenta. Todas estampam uma imagem da rainha Elizabeth num lado e de uma outra personalidade britânica do outro.




Os valores das moedas são os seguintes: duas libras, uma libra, cinquenta centavos, vinte centavos, dez centavos, cinco centavos, dois centavos e um centavo. Todas também trazem a imagem da rainha de um lado; e do outro apresentam símbolos britânicos, como o Westminster Palace (na moeda de 1 centavo) e a Rose Tudor, a flor nacional da Inglaterra (na moeda de 20 centavos). 

AGRICULTURA INGLESA EM CRISE



Deu no Guardian: o setor agrícola inglês está enfrentando a sua maior crise em 15 anos. O longo período de seca em 2012 - o segundo pior ano na história da Inglaterra - e doenças no gado são apontadas pelos especialistas como as causas da crise, aliadas à recessão geral que atinge o país. 
Segundo o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Negócios Rurais (Department for Environment, Food and Rural Affairs), a situação atinge 90% dos fazendeiros - muitos dos quais estão passando por dificuldades e contam com o auxílio de instituiçōes de caridade, que já disponibilizaram fundos emergenciais de cerca de meio milhão de libras.

Para quem se interessa pelo assunto, o jornal Guardian produziu um audio slideshow super informativo sobre o assunto, explorando as causas e consequências da crise. É em inglês.


AS MULHERES MAIS PODEROSAS DO REINO UNIDO


Já é tradição: todo início de ano a BBC Radio 4 produz um ranking das mulheres mais poderosas do Reino Unido. A rainha Elizabeth lidera a lista pela enésima vez, seguida por Thereza May (Home Secretary do governo, responsável por áreas como política, imigração e terrorismo), Ana Botin (CEO do Santander UK) e a Baronesa Hola de Richmond (juíza da Suprema Corte).
O ranking oferece um painel das mulheres que mais influenciam a política, economia, cultura e sociedade. Alguns nomes são conhecidos no Brasil, como a escritora J. K. Rowling ("Harry Potter"), a cantora Adele e a ex-Spice Girl e empresária Victoria Beckham.

O VALOR DO SALÁRIO NA INGLATERRA


Muita gente me pergunta sobre a diferença entre o padrão de vida na Inglaterra e no Brasil, especialmente em relação aos salários pagos nos dois países. A revista Easy Living UK publicou recentemente um artigo interessante sobre o valor médio da hora de trabalho de diferentes profissionais que trabalham em empresas - autônomos podem receber muito mais. A seguir, um resumo, lembrando que o salário mínimo na Inglaterra é de 6,08 libras (cerca de 18 reais ) por hora trabalhada.

  • Faxineira doméstica : 7,16 libras (cerca de 21 reais) por hora.
  • Lixeiro: 11,55 libras (cerca de 36 reais) por hora.
  • Eletricista: 13,58 libras (cerca de 42 reais) por hora.
  • Secretária: 17,48 libras (cerca de 54 reais) por hora.
  • Professora de ensino fundamental: 22,83 (cerca de 69 reais) por hora.
  • Advogado: 51,19 libras (cerca de 186 reais) por hora.
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