SPEAKERS' CORNER, NO HYDE PARK


Muito antes do Twitter e do Facebook, quem quisesse expressar uma opinião, criticar uma instituição ou simplesmente lançar uma polêmica em Londres já contava com uma plataforma bem prática ao seu dispor: simplesmente subia num banquinho na esquina do Hyde Park conhecida como Speakers' Corner e soltava o verbo. O local, inaugurado em 1872 e que funciona até hoje, é um espaço super democrático. Por lá passam pessoas de todas as fés e ideologias: nacionalistas, vegetarianos, comunistas, feministas, religiosos, pacifistas. Cada um defendendo o seu ponto de vista ; é o direito ao free speech.

Mas por que eles têm que subir num banquinho? Bem, segundo a tradição britânica, o orador pode fazer discursos criticando qualquer um, com exceção da Família Real e do governo inglês, contanto que nao esteja pisando em solo inglês. O banquinho pode ser substituído por um caixote ou uma escadinha - o que importanta é o orador estar acima do solo. 

Que tradição mais peculiar né? Bem ao estilo do país. Claro que muita gente que passa pelo parque ára para ouvir quem está pregando. E é claro que, eventualmente, alguns doidinhos aparecem por lá...

O espírito todo peculiar do Speakers' Corner é capturado no delicioso livro do fotojornalista Philip Wolmuth, que mostra fotos e fragmentos de muitos dos discursos proferidos ao longo de 35 anos. O livro, que se chama simplesmente Speakers' Corner, foi lançado no último mês no Reino Unido 

A foto do início do post é do livro de Wolmuth e foi publicada pelo jornal The Guardian

BOROUGH MARKET, EM LONDRES


O Borough Market, em Londres, é um mercado de tentaçōes. As suas dezenas de barracas vendem de legumes a vinhos sofisticados; de frutas a condimentos; de frutos do mar a bolos e pães caseiros. O mercado é também um paraíso para quem gosta de queijos, salames, patês, chocolates artesanais e ... muito mais. 

É um mercado gourmet - perfeito para se encontrar aquele ingrediente especial para a receita que sonha tanto em fazer. Ou para fazer uma refeição rápida, mas saborosa - tipo um sanduiche incrementado ou uma fatia de bolo -, que você come em pé mesmo, enquanto descobre outras barraquinhas com outras comidas deliciosas. 



É um lugar para se descobrir aos poucos. Está sempre lotado, é verdade, mas a minha dica é que o visitante deve tentar não se afobar com tanta gente, tanto aroma e tanta comida e visitar as barracas com calma. 








Sua origem data do século XI, quando os comerciantes vendiam peixes, legumes e pequenos animais vivos - como galinhas e patos. Hoje em dia são mais de cem barracas - produtores de todos o país e  também comerciantes oferecendo produtos importados. Como as fotos mostram, o mercado -  aberto de quarta a sábado, das 10h até às 5h - faz a festa dos turistas e da comunidade local.  

EXPOSIÇÃO DE RUBENS EM LONDRES


Ainda dá tempo para ver uma das exposiçōes mais bacanas do ano: Rubens and His Legacy. A mostra, que fica até 10 de abril na Royal Academy no centro de Londres, apresenta obras do mestre Barroco e sua influência em artistas de estilos e épocas variadas - entre eles Rembrandt, Cezanne e Picasso (acima, a tela "Tiger, Lion e Leopard Hunt", de Rubens, de cerca de 1616).

Mais conhecido por seus nus femininos voluptuosos, Rubens pintou também muitas paisagens, cenas mitológicas e religiosas. Na exposição, as obras do pintor flamenco são agrupadas de acordo com seis temas - poder, compaixão, elegância, poesia, violência e luxúria - e posicionadas lado a lado de telas dos outros pintores que, de alguma maneira, se inspiraram nele. A exposição é mesmo magnífica, vale a pena !

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COURTAULD GALLERY EM LONDRES


Vou dar uma dica super quente para vocês: quem gosta dos artistas Impressionistas e Pós-Impressionistas NÃO pode deixar de visitar a Courtauld Gallery, em Londres. Conhecida pelo acervo sensacional de obras de mestres como Claude Monet, Van Gogh, Edgar Degas e Paul Cézanne, entre outros, a galeria é uma pequena jóia no coração da capital inglesa.



Eu e o Mike visitamos a Courthauld Gallery recentemente. A coleção inclui belíssimos quadros, esculturas e móveis - da Renascença até o século XXi. Mas a parte mais importante é sem dúvida o acervo dos Impressionistas e Pós-Impressionistas.

Um dos destques é o quadro ao lado : "Auto-retrato com a orelha cortada", de Van Gogh (1889).

Vale muito a visita !!!

DICAS DE MUSICAIS EM LONDRES


Duas dicas de musicais para vocês que estão planejando uma viagem a Londres. A primeira é "Women on the verge of a nervous breakdown"- isso mesmo: 'Uma mulher à beira de um ataque de nervos", adaptação do filme homônimo de Pedro Almodovar. Com estreia marcada para o dia 18 de dezembro, o espetáculo promete fazer rir todos que forem conferir o talento da atriz Tamsin Greig - que já ganhou vários prêmios por produçōes anteriores. O musical acontece no Playhouse Theatre. 

E como a moda parece ser adaptar produçōes cinematográficas para o palco, a minha segunda dica de musical é também inspirada num filme: "Made in Dagenham"  (em português o título foi "Revolução em Dagenham "). Baseado numa estória real, de 1968, o musical conta a trajetória e coragem da operária Rita O’Grady, que convence suas amigas a lutar por igualdade salarial na fábrica da Ford, localizada na cidade de Dagenham do título. Rita e as colegas fazem uma greve que se arrastou por dias, ganhou as manchetes da mídia e fez a Ford fechar suas portas por tempo indeterminado. Resultado: o salário das trabalhadoras foi equiparado ao dos homens. O espetáculo está em cartaz no Adelphi Theatre.

MUSEU ESCONDIDO EM LONDRES


O Wallace Collection, localizado no centro de Londres, é um museu pequeno, mas que vale muito a visita por duas razōes: possuiu preciosas obras de grandes mestres - entre eles Velasquez, Rubens e Titian -  e sua coleção de armaduras medievais européias é simplesmente sensacional. O museu não é muito badalado, fica meio escondido na charmosíssima Manchester Square. Seu acervo espetacular foi formado aos poucos - durante mais de 50 anos - a partir do primeiro Marques de Hartford (1793) e pelos seus descendentes. Em 1897 todas as peças - que incluem ainda esculturas, tapetes, porcelanas e móveis - e a mansão que abriga a coleção foram doados ao governo britânico por Lady Wallace, viúva do último descendente da família. 



A Galeria que abriga as armaduras medievais fica no primeiro andar. Escudos, capacetes, armas e armaduras completas (de cavaleiros e cavalos) estão expostas . São realmente impressionantes - especialmente depois que fiquei sabendo do peso: podem atingir cerca de 60 kg, imagine só !!! 

A mansão que abriga a coleção é belíssima e por si só vale a visita. Cores fortes - como vermelho escuro, verde e dourado - brilham na decoração dos ambientes suntuosos. 


Luxo e opulência numa das muitas salas da mansão


Obras de mestres como Velasquez e Murillo

LONDRES : MAR DE ROSAS HOMENAGEIA SOLDADOS MORTOS


Estive em Londres semana passada e aproveitei pata visitar a linda instalação "Blood Terras Swept Lands And Seas Of Red" - esse um lindo mar de flores vermelhas ao redor da Torre de Londres. 



Criada pelos artistas Paul Cummins e Tom Piper, a obra homenageia cada soldado morto na Primeira Guerra. Por isso, 888.246 flores vermelhas de cerâmicas estão sendo "plantadas" no local. 

O trabalho começou a ser apresentado no dia 5 de agosto - quando se celebrou 100 anos após o primeiro dia da entrada do Reino Unido na guerra. A última flor será colocada mês que vem, no dia 11 de novembro, quando o Reino Unido comemorou o fim do conflito. Depois, as peças de cerâmica serão vendidas (25 libras cada) e 10% do valor arrecadado será doado para instituições de caridade. 

LONDRES: QUATRO VEZES MAIS CARA QUE RIO JANEIRO


Que Londres é uma cidade caríssima eu já sabia - e já escrevi algumas vezes sobre o assunto aqui no blog. Agora um estudo divulgado pela mídia britânica garante que a capital inglesa é a cidade mais cara do mundo para morar e trabalhar - quatro vezes mais cara que o Rio de Janeiro ! 

O estudo Savills 12 Cities Report foi produzido para ajudar empresas a avaliar os custos (de aluguel residencial e comercial) na transferência e manutenção de funcionários nos maiores centros mundiais. Londres ultrapassou Hong Kong e assumiu o primeiro lugar como a cidade mais cara do mundo, principalmente por causa do preço assustadoramente caro dos aluguéis. Outras cidades na lista das caríssimas para viver incluem NY (3 o lugar) e Paris (4 o  lugar). O Rio, apesar da recente surreal elevação do preço dos aluguéis,  ficou em 11 o lugar.  

LONDRES: GIGANTESCAS ESCULTURAS COM LEGO


Olhe que interessante - o  artista Nathan Sawaya criou 80 gigantescas esculturas - como a figura acima - usando mais de um milhão de blocos de Lego ! As obras estão em exposição no Old Truman Brewery, em Londres, até 4 de janeiro.  Nathan é um ex-advogado que largou o escritório há dez anos para se dedicar à sua grande paixão na vida: arte. Tem dado certo: suas peças já foram mostradas em espaços diversos, como a Biblioteca do ex-Presidente americano Bill Clinton e o último álbum de Lady Gaga. Abaixo, algumas outras imagens dessas esculturas enormes:





JOVENS DESANIMADOS EM LONDRES




Os tempos são outros mesmo. A década de 80 foi marcada pelos yuppies - jovens profissionais bem sucedidos, super animados, que trabalhavam muito, se davam bem e ganhavam rios de dinheiro. Mas, nos dias atuais, pelo menos em Londres, a situação é outra: a tribo que define os tempos modernos é uma bem melancólica: os endies – abreviação da expressão  "Employed but with No Disposable Income or Savings" - que traduzida significa algo como " empregado, mas sem rendimento ou poupança segura'.  Ou, em bom português: 'jovens empregados, mas ferrados'. 

Quem identificou o surgimento dos endies foi um relatório da ONG Centre for London. O estudo garante que esses profissionais se sentem insatisfeitos com a vida: trabalham demais, ganham pouco e se sentem infelizes e muito carentes.

Vivendo numa cidade caríssima - só para ter uma idéia a média dos aluguéis em Londres é 50% mais cara que no resto do país -, esses profissionais dão um duro danado para conseguir esticar o salário até o fim do mês. E, segundo o estudo, geralmente o esforço não dá certo. Segundo a pesquisa, mais de 1 milhão de jovens profissionais se encaixam nessa situação: muito desanimados e sem saber o que fazer, já que o custo de vida altíssimo em Londres esmaga suas esperanças de uma melhora na situação.  


BANKSY EM LONDRES : ARTE E CRÍTICA SOCIAL


Irreverente e contestador, o artista britânico Banksy não salva ninguém : suas pinturas e grafites fazem críticas à política, à sociedade de consumo e às neuras do mundo contemporâneo em geral. Banksy conquistou a fama, inicialmente, com seus grafites espalhados nas ruas de Londres, Bristol e Liverpool. A crítica social inteligente, que é marca registrada do seu trabalho, ajudou a elevar o status do grafite como forma artística.  E, como tudo que faz sucesso no mundo das artes, o preço de suas peças foram lá para as alturas:  para você ter uma idéia, um de seus murais foi vendido nos Estados Unidos por R$ 1,3 milhão. 

Eu e o Mike fomos conferir de perto o talento de Banksy na galeria da Sotheby's, em Londres. Adoramos ! Tirei fotos de algumas das obras, que compartilho aqui com vocês. 













FAXINA NO BIG BEN, EM LONDRES


Medo de altura ? - que nada ! Um time muito corajoso de especialistas ficou pendurado no alto da Torre do Big Ben - famoso cartão-postal de Londres, que tem 95,7 metros, para conseguir fazer a faxina no relógio mais famoso do mundo.  Olha a foto - que coisa mais louca !  


Você tinha coragem de ficar assim,  pendurada no Big Ben ?
Dá para ver pela imagem acima (do jornal Daily Mail), que o Big Ben tem quatro faces - todas foram cuidadosamente limpas, uma de cada vez.  E para aguentar o barulho na hora que o sino do relógio funcionava, os especialistas tiveram que usar protetores especiais nas orelhas.


Close num dos membros da equipe 

O trabalhou durou exatos cinco dias. E o relógio, é claro, não parou durante a limpeza. O Big Ben, que foi inaugurado em 1859, passa por limpezas semelhantes regularmente - a última vez foi em 2010.

PEÇA DE OSCAR WILDE EM LONDRES




Minha super amiga Katia Lazarini, professora de inglês e especialista em cultura britânica, assistiu recentemente, em Londres, a uma peça de Oscar Wilde  (1854-1900), escritor irlandês que continua a exercer enorme fascinação nas platéias contemporâneas. Ela adorou a experiência : "Uma emoção quase indescritível ". Generosa, Katia concordou em dividir com os leitores deste blog a experiência. Abaixo, segue seu relato: 

"Há algumas semanas, tive a oportunidade de assistir a uma peça no Harold Pinter Theatre em Londres. A peça, The Importance of Being Earnest, é uma comedia escrita por Oscar Wilde -  um dos gênios da literatura. A experiência foi emocionante. 

Minha aventura passou por varias emoções. A primeira era a de estar num teatro em Londres. O que costuma ser parte do cotidiano das pessoas que moram na capital inglesa ou nas proximidades, para mim, era um evento único, que me fez sentir, de certa forma, mais ‘cult’, em meio a pessoas que sabem apreciar um bom programa cultural.  A segunda, a oportunidade de ver literatura bem ali, ao vivo, diante dos meus olhos, como se eu estivesse ao lado de Oscar Wilde enquanto ele escrevia aquela obra. Mais que uma espectadora, eu era, naquele momento, uma pessoa que podia ver a genialidade de Wilde - autor que não mostrava nenhuma dificuldade em satirizar as regras de comportamento da sociedade vitoriana. 
Katia, pouco antes do início da peça

Finalmente, minha emoção maior. Eu estava tendo o privilégio de poder assistir grandes atores britânicos em uma produção no estilo "uma peça dentro de uma peça " , que permite que atores mais velhos representem papeis mais jovens, mistura o ensaio final com o início da peca e mostra como funcionam os bastidores, a escolha e a disposição do cenário e o árduo trabalho dos atores para se adaptarem ao contexto da obra.  


A produção, em cartaz no Harold Pinter Theatre, está fazendo o maior sucesso em Londres

Impossível não se emocionar com todas essas coisas acontecendo ao mesmo tempo em apenas duas horas e meia de encenação: atores com muito profissionalismo; Londres, berço do teatro britânico; o teatro em si, nos moldes Shakespearianos; Oscar Wilde, o consagrado escritor; e eu bem ali, vendo tudo de camarote. "

LONDRES: ROYAL ALBERT HALL


No último mês, conheci o Royal Albert Hall, lendária casa de espetáculos de Londres. Inaugurada em 1871, pela rainha Victoria, já foi palco de artistas como Frank Sinatra, Jimi Hendrix, os Beatles, Led Zeppelin, Eric Clapton, Sting e Elton John, entre tantos outros.  Mas o local abriga também apresentaçōes de balé, ópera, cerimônias de premiaçōes de cinema e teatro e até shows de circo !  


Eu, já no meu lugar, antes do início do balé
Eu e Mike assistimos no Albert Hall ao sensacional balé 'Romeo and Juliet', numa produção do English National Ballet - uma das maiores e melhores companhias do Reino Unido (já falei dela aqui). As estrelas do espetáculo foram o cubano Carlos ACosta e a espanhola Tamara Royo. Os dois já dançaram juntos dezenas e dezenas de vezes e têm uma química bárbara juntos. 

Costa é conhecido pelo virtuosismo técnico - seus saltos e piruetas à la Baryshnikov fazem dele um dos melhores bailarinos de sua geração. Tamara Royo, que foi primeira-bailarina do Royal Ballet durante 14 anos, assumiu há dois anos o posto de Diretora artística do English National Ballet.


E vai começar o balet !



Durante o intervalo, no restaurante Elgar, com Jimi Hendrix ao fundo

Antes do balé, jantamos num dos três restaurantes do Albert Hall : o Elgar Room. O restaurante é lindo e recheado de fotos de artistas que se apresentarem no local, como Jimi Hendrix e Nina Simone. 

O bacana desse restaurante é que, se você quiser, eles reservam a mesma mesa para você voltar durante o intervalo e tomar um drink. É claro que topamos ! rs

LONDRES CELEBRA LITERATURA


Olha que bacana ! - uma exposição em Londres está celebrando a literatura britânica de uma forma no mínimo original: livros como Sherlock HolmesPeter Pan e até mesmo Bridget Jones inspiraram a produção de 50 bancos que estão enfeitando as ruas da capital. Os bancos trazem ilustraçōes das estórias -  como esse da foto acima, que é inspirado em Peter Pan.

Shakespeare, é claro, não podia, estar de fora do projeto
Até as aventuras de Bridget Jones  são lembradas num banco

Artistas plásticos, cartunistas e ilustradores participam do projeto, que pretende promover a leitura entre crianças e adolescentes. Em outubro, os bancos vão ser leiloados e a renda revertida para um projeto do governo que combate o analfabetismo. 

MATISSE: EXPOSIÇÃO EM LONDRES


No final da vida, Henri Matisse (1869-1854) continuava a assombrar o mundo das artes plásticas. Mesmo fragilizado pela doença que limitava sua locomoção, o mestre francês iniciou, em 1943, uma nova fase de sua produção artística: colagens de guaches. Essas obras são uma explosão de cores vivas - uma exuberância de azuis, vermelhos, amarelos -   em cenas de circo, imagens de aves e peixes e também nus. São obras de todos os tamanhos: desde miniaturas até peças que cobrem uma parede inteira. Você com certeza já viu algumas dessas colagens - como a imagem acima ("Blue Nude (III), de 1952).  


"The Fall of Icarus ", de 1949
Pois agora viva ! podemos apreciar 120 dessas colagens na exposição " Matisse, Cut-Outs ", na Tate Modern, em Londres. Eu e o Mike visitamos a exposição na semana passada - é genial !  A crítica britânica se derramou em elogios - descrevendo a mostra como 'fascinante' e 'imperdível'. A Tate, é claro, está repleta de visitantes loucos para conferir a mostra.


Matisse: fragilidade física;
vitalidade artística

Além das colagens, o que impressiona são as fotos e o vídeo que mostra Matisse, preso a uma cadeira de roda, tesoura na mão criando as colagens. Como disse o crítico Nicholas Serota, do jornal The Guardian, dessa maneira Matisse se libertava da doença e da velhice, "creating luscious cut-outs that unleashed a new art ".  ("criando voluptuosas colagens que liberaram uma nova forma de arte" ). 




ST KATHARINE DOCKS E TOWER BRIDGE, LONDRES


Um passeio que fiz recentemente e valeu muito a pena foi conhecer a St Katharine Dock -  a histórica marina de Londres. Com tradição que data do século XII, a marina fica bem no centro da cidade. Hoje em dia, o local abriga cerca de 140 barcos modernos (a vela e a motor), mas o visitante pode ver também embarcaçōes históricas, como essas da foto abaixo.  


Barcos modernos convivem com embarcaçōes históricas na marina St Katharine, em Londres

Além dos barcos, a marina é repleta de bares, restaurantes, pubs e lojinhas - e tudo fica mais movimentado agora, no verão. Tem sempre uma programação para atrair visitantes e turistas - como as aulas de stand up paddle que aconteceram há algumas semana. 


A belíssima Tower Bridge 

Depois de passear pela marina, aproveite para visitar (e tirar fotos) da vitoriana Tower Bridge, que fica ali do lado. Inaugurada em 1894, sobre o Rio Tâmisa, a ponte tem esse nome porque se localiza ao lado da Torre de Londres. Lindíssima, é um dos cartōes postais mais populares da capital. 

TOUR REAL DE BICICLETA EM LONDRES


Um passeio de bicicletas bem bacana e na medida para quem gosta de conhecer mais sobre a história britânica - e seus reis, rainhas, heróis, vilōes, castelos e batalhas - é o Royal London Bike Tour, em Londres. O percurso dura cerca de quatro horas e inclui The Houses of Parliament , o Buckingham Palace, os Royal Parks ( Kensington Gardens, St. James's ParkHyde Park, Green Park ) entre outros pontos turísticos bacanas na capital.

Mesmo quem não tem muita experiência em pedalar pode participar : segundo o jornalista Tom Jones, que escreveu o livro Tired of London, Tired of Life, o passeio é seguro pois o percurso se concentra basicamente em parques. E porque tanta pedalada pode ser cansativa, no meio do percurso o grupo faz uma parada providencial num pub para recarregar as energia !

LONDRES, CADA VEZ MAIS CARA PARA VIVER


Deu no The Guardianestá cada vez mais caro morar em Londres, a não ser, é claro, que você seja um milionário ou tenha um super salário. O aluguel médio subiu cerca de 17% no último ano e, comprar um apartamento (ou casa) na cidade é um sonho absolutamente distante para a maioria dos mortais. Para você ter uma idéia a que ponto chegaram os preços de imóveis, uma garagem (sim, uma garagem - para um veículo!), no sul de Londres, foi vendida recentemente por 550 mil libras !!! Veja a foto abaixo, não é inacreditável?!! 


Garagem de ouro, vendida por 550 mil libras em Londres. E, não, a
Prefeitura não dá concede permissão para transformar o espaço num
conjugado ou algo semelhante
A diferença entre o preço dos imóveis na capital e no resto do Reino Unido é imensa - a maior dos últimos anos. O colunista John Harris, do jornal, reclama que a cidade se tornou uma citadela - uma fortaleza, cujo acesso é acessível a somente poucos. 

Eu já havia escrito aqui no blog como a economia de Londres floresce - mas, infelizmente, o mesmo não acontece nas outras partes da Inglaterra, especialmente no norte do país. O jornalista afirma que Londres caracteriza-se cada vez por isolamento econômico e imensa concentração de poder político. 

LONDRES: ROTEIRO PARA COMPRAS (OU SONHOS)


Qual o melhor lugar para bater perna em Londres? Quais são as ruas de lojas bacanas ? Eu vou dar algumas dicas pessoais, separando as ruas entre as que apresentam lojas de designer caríssimos (££££), ruas com lojas sofisticadas (£££) e ruas com lojas cujos preços são mais acessíveis (££). Não inclui no post os mercados de rua, que geralmente têm preços bem razoáveis - eles merecem um post especial, né?

É claro que existem muuuitas outras ruas em Londres - essas são apenas algumas sugestōes para quem vai visitar a cidade e quer conhecer o básico/bacana. 

Vamos começar com as ruas das lojas caríssimas - porque sonhar é ótimo e nós merecemos - mesmo que inalcançáveis. Dizem as más línguas que a New Bond Street (££££ -metrô Bond Sreet), é uma das mais caras ruas da Europa: lá você só vê lojas do calibre da Chanel, Dior, Hermes, Miu Miu, Burberry - já deu para ter uma idéia, né? 

E já que estamos falando de lojas caras, não posso deixar de mencionar a Harrods (££££), na Brompton Road (metrô Knightsbridge), a mais luxuosa loja de departamentos do mundo. São cinco andares de luxo inacreditável: moda femininina ( prepare-se para se deslumbrar com as coleçōes de designers como Armani, Marchesa, Versace, Marchesa e Yves Saint Laurent, entre tantos outros), e também para homens e crianças; perfumes; maquiagem; produtos ligados eletrônicos moderníssimos; moda-esporte; produtos de cama e banho e uma área reservada para comes e bebes - bolos, biscoitos condimentos azeites, e vinhos, cafés e chás especiais. 

Regent Street (£££), no centro da cidade, também é imperdível para ver vitrines. Minha dica é começar a percorrer a Regent Street a partir de Picadilly Circus (metrô Picadilly Circus) . Dos dois lados da rua há lojas sofisticadas, como a Liberty, além de cafés e lojas onde você pode sentar e saborear deliciosos bolos com chá. E se você tem filhos não deixe de visitar a Hamley's - são 7 andares de brinquedos, já pensou? É maior loja de brinquedos do mundo, fundada em 1760. Minha dica é percorrer toda a rua; os prédios são todos lindos também.


Liberty, Carnaby Street e Regent Street : paraísos de compras em Londres

A Oxford Street (££), que cruza a Regent Street, tem lojas com preços mais acessíveis - oferecendo o que eles aqui chamam de ´high street fashion´. São lojas como Top Shop, H&M, River Island - que oferecem uma moda vibrante, afinada com o que os grandes estilistas estão mostrando, mas também antenadíssimas  com a clientela : seu comportamento, desejo, estilo e - sobretudo - seu bolso.  

Mas a Oxford Street  é democrática: também tem lojas como a Selfridge's ( ££) - enorme e linda loja de departamento , que oferece marcas de luxo

Pertinho dali ainda você encontra a Carnaby Street  (££) - que não é uma rua, e sim um complexo de 13 ruas que se cruzam. Por lá você encontra muitas butiques menores, lojas de bijuterias, maquiagem, papelarias e cafés - o lugar é bem gostoso para fazer compras  ou simplesmente passear.


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